O forte tremor foi sentido em vários departamentos colombianos e provocou danos em imóveis, vias e prédios históricos. Em Manizales, moradores relataram pânico e correria.
Moradores de Manizales, cidade localizada na região central dos Andes colombianos, descreveram momentos de tensão durante o terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu o país por volta das 7h30 do horário local. O abalo, sentido em vários departamentos, provocou danos expressivos em áreas residenciais, vias públicas e patrimônios históricos.
Um dos relatos mais detalhados partiu do gestor cultural Luís Carlos Nieto, que estava em seu apartamento no momento do tremor. Segundo ele, o barulho vindo do subsolo antecedeu os alertas eletrônicos. De imediato, ele deixou o imóvel e deslocou-se até um ponto de encontro considerado seguro, localizado em uma área de mata próxima à sua residência.
“Parecia que o tremor da terra não ia terminar”, afirmou o morador.
Ainda de acordo com Nieto, durante o trajeto, ele tentou alertar vizinhos para que abandonassem seus lares. O cenário descrito incluiu imóveis balançando, postes de iluminação oscilando de forma acentuada e veículos sendo deslocados pelo movimento sísmico.
“As árvores, os postes de luz e as casas balançavam com muita força. Os carros e os objetos mostravam a magnitude do movimento da terra. Além disso, era possível ouvir um barulho muito forte que vinha do solo”, completou.
Manizales possui cerca de 460 mil habitantes e está situada em uma falha geológica conhecida por sua elevada atividade sísmica. Moradores da região relatavam, há anos, receio de que um terremoto de grande intensidade pudesse ocorrer e, quando isso se concretizou, muitos ficaram em estado de choque.
A Avenida Santander, principal via da cidade, registrou degradações significativas, com relatos de edifícios que colapsaram total ou parcialmente. Entre as construções atingidas está a Catedral Basílica Metropolitana de Nossa Senhora do Rosário de Manizales, tombada como monumento nacional. Parte de sua estrutura desabou, incluindo uma das torres, prejudicando um dos símbolos do chamado Paisaje Cultural Cafetero, área reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco.
Especialistas lembraram que a Colômbia encontra-se na confluência de placas tectônicas, o que a torna suscetível a sismos de grande magnitude. A escala Richter, utilizada para medir a energia liberada nos abalos, classifica eventos acima de 7,0 como capazes de causar danos severos em regiões habitadas. Embora as autoridades locais ainda façam o levantamento completo das ocorrências, equipes de resgate vistoriaram imóveis, interditaram áreas de risco e orientaram a população a permanecer atenta a possíveis réplicas.
Até a conclusão desta edição, não havia confirmação oficial do número de vítimas ou de desalojados. Os governos regional e nacional atuavam em conjunto para restabelecer serviços essenciais e acelerar a remoção de escombros. Moradores afetados buscaram abrigo temporário em ginásios, escolas e praças públicas.
A Defesa Civil recomendou que a população acompanhe os comunicados dos órgãos de proteção e siga protocolos de segurança, como manter distância de edificações comprometidas, desligar redes de gás em caso de vazamentos e evitar o uso de elevadores enquanto persistirem riscos estruturais.
O Instituto Geológico Colombiano monitorava a atividade na região para avaliar a probabilidade de novos tremores. Técnicos informaram que, após um evento de grande magnitude, réplicas são comuns e podem prolongar a sensação de instabilidade. Em paralelo, voluntários e organizações civis mobilizaram doações de água, alimentos não perecíveis e kits de primeiros socorros para apoiar famílias que perderam bens e estão temporariamente fora de suas residências.
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