Queda de helicóptero no Rio expõe demora na identificação de vítimas

Rafael Ramos
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Dois dias após o acidente na Vista Chinesa, o IML confirmou oficialmente apenas uma das quatro vítimas. Helicóptero caiu em área de mata no Parque Nacional da Tijuca.

Quarenta e oito horas depois da queda do helicóptero Robinson R44 de prefixo PP-MFS, somente um dos quatro ocupantes foi formalmente identificado pelo Instituto Médico-Legal (IML). A aeronave, operada pela empresa VRP, caiu na manhã de 08/08 em área de mata de difícil acesso na Vista Chinesa, dentro do Parque Nacional da Tijuca, zona sul do Rio de Janeiro.

O Corpo de Bombeiros informou que equipes do Grupamento de Operações Aéreas localizaram o aparelho já em chamas. Quarenta militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais participaram do resgate, controlaram os focos de incêndio e isolaram o perímetro para preservar evidências periciais.

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Os quatro ocupantes morreram carbonizados. A confirmação das identidades exige exames detalhados, como análise de arcada dentária. Até o momento, só foi possível reconhecer a jovem Sofia Murillo, que portava documentos no momento do acidente. Familiares estiveram no IML neste domingo, 09/08, para acompanhar os trabalhos. Uma advogada que representa a família colombiana e uma intérprete disponibilizada pelo Consulado da Colômbia acompanham o processo.

As demais vítimas são o piloto Alessandro Rocha, com mais de duas décadas de experiência em instrução de ultraleves e helicópteros, e as turistas colombianas Rocio Cubillos e Wendy Manrique, respectivamente avó e mãe de Sofia. Rocha deixa companheira e três filhos.

“Sempre as amarei”

A declaração, feita por um familiar nas redes sociais, resume a comoção dos parentes que estavam no Rio, mas não embarcaram no voo panorâmico.

“Neste momento, não temos informações concretas e confirmadas que nos permitam emitir qualquer posicionamento sobre o ocorrido. Por respeito aos envolvidos e para evitar qualquer informação imprecisa, preferimos aguardar os esclarecimentos oficiais antes de nos manifestarmos.”

A nota foi enviada pela empresa responsável pelo voo, que afirma acompanhar as apurações.

Logo após o acidente, a Força Aérea Brasileira executou a Ação Inicial para coletar dados e verificar danos. As causas da queda serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), enquanto a Polícia Civil conduz inquérito paralelo para apurar eventuais responsabilidades criminais.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que o helicóptero estava com a documentação em dia e classifica o serviço como SAE (Serviços Aéreos Especializados). A prefeitura do Rio solicitou à agência a intensificação da fiscalização e cogita suspender voos panorâmicos por até duas semanas para inspeções detalhadas, medida que ainda será discutida tecnicamente.

Especialistas consultados pelas autoridades avaliarão registros de manutenção, condições meteorológicas e eventuais falhas humanas. O relatório preliminar do Cenipa costuma ser divulgado em até 30 dias, mas conclusões finais podem levar mais tempo, a depender da complexidade da análise.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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