Aeronave caiu em mata fechada perto da Vista Chinesa, na Zona Sul. Entre os mortos estão o piloto brasileiro e três turistas colombianas da mesma família.
A queda de um helicóptero no Parque Nacional da Tijuca, na Zona Sul do Rio de Janeiro, resultou em quatro mortes na manhã de sábado (8). A aeronave caiu em área de mata de difícil acesso próxima ao mirante da Vista Chinesa, ponto turístico que costuma receber grande movimentação de visitantes. Entre as vítimas estavam o piloto brasileiro Alessandro Rocha e três turistas colombianas que formavam três gerações da mesma família: a avó Rocio Cubillos, a filha Wendy Manrique e a neta Sofia Murillo.
De acordo com informações divulgadas pelas equipes de resgate, os corpos foram encontrados já sem vida. O Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros precisou usar técnicas de rapel para chegar ao local, uma vez que não havia trilhas regulares que permitissem o acesso por terra. A Polícia Civil iniciou procedimento para apurar as circunstâncias do acidente e solicitou laudos periciais sobre a condição da aeronave, a meteorologia no momento do voo e o plano de rota apresentado pelo piloto.
A Força Aérea Brasileira confirmou que investigadores foram mobilizados para a chamada Ação Inicial, etapa que se concentra na coleta de dados ainda no cenário do sinistro. Os peritos pretendem examinar componentes do motor, instrumentos de navegação, registros de manutenção e eventuais registros do gravador de voz, caso existente. Até o momento, não há conclusão oficial sobre falha mecânica, erro humano ou influência de fatores climáticos.
Entre os familiares das vítimas, o choque com a tragédia permanece. Em redes sociais, um parente que acompanhava a viagem escreveu:
Em outra publicação, o mesmo perfil classificou o passeio como a “última viagem de metade da minha família” e, em mensagem posterior, afirmou:“Obrigado, Deus, por permitir que minha família conhecesse a beleza deste mundo e agora por dar a ela a oportunidade de conhecer a beleza do paraíso.”
“Sempre as amarei.”
O familiar, que estava no Rio de Janeiro com a esposa e a filha, não embarcou no helicóptero. Ele relatou ter recebido apoio de autoridades brasileiras e de moradores locais, agradecendo pelo acolhimento mostrado desde o momento do resgate. O Consulado da Colômbia no Rio disse estar em contato com a família para auxiliar nos trâmites de repatriação dos corpos, enquanto o governo colombiano, por meio de nota oficial, expressou pesar pelas mortes.
Especialistas em aviação lembram que voos panorâmicos sobre a cidade exigem aprovação prévia dos órgãos de controle e o cumprimento de critérios rigorosos de manutenção. Eles reforçam que os resultados da investigação devem indicar se existiam irregularidades ou se o acidente foi consequência de fatores imprevisíveis. Até a divulgação do laudo final, não há responsabilização definida.
O local do acidente permanece isolado para que as equipes possam remover destroços maiores que ainda podem oferecer risco a trilheiros e visitantes. A administração do Parque Nacional da Tijuca informou que avalia a necessidade de restringir temporariamente o acesso à Vista Chinesa para garantir a segurança dos turistas enquanto as perícias avançam.
A tragédia reacende o debate sobre a segurança de voos turísticos em áreas urbanas e sobre a execução de planos de voo em regiões montanhosas. Associações do setor defendem a revisão de protocolos e a intensificação da fiscalização, mas ressaltam que o transporte aéreo segue estatisticamente seguro quando comparado a outros modais. A conclusão do inquérito deve nortear eventuais mudanças regulatórias ou recomendações de segurança para pilotos e empresas que operam esse tipo de serviço.


















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