Polícia mira esquema que adulterava medidores e elevava prejuízo no gás

Rafael Ramos
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Operação no Rio e em Minas cumpre 12 mandados contra suspeitos de furtar e modificar equipamentos. Investigação aponta oficinas clandestinas e perdas para a concessionária.

HOJE, 11/08/2026, a Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre 12 mandados de busca e apreensão para apurar um esquema de furto e adulteração de medidores de gás natural. As diligências ocorrem na capital fluminense, em Nova Iguaçu, Belford Roxo e em Congonhas, município de Minas Gerais. A investigação é conduzida pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e conta com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e de uma concessionária de gás.

De acordo com os investigadores, os equipamentos eram retirados das instalações da empresa, modificados em oficinas clandestinas e depois recolocados em circulação. Entre as alterações descritas estão a troca de peças internas, mudanças no funcionamento e adulteração das identificações externas dos medidores, o que dificultaria a detecção das irregularidades durante inspeções de rotina.

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As informações preliminares indicam que o grupo contava com colaboradores com conhecimento técnico em sistemas de medição e no segmento de gás natural veicular (GNV). Essa especialização, segundo os agentes, permitia efetuar modificações complexas, supostamente desenhadas para reduzir ou mascarar o consumo real de gás.

A investigação aponta ainda a participação de uma pessoa com trânsito livre nas dependências da concessionária. Esse integrante, segundo a polícia, monitorava a movimentação dos aparelhos, repassava dados confidenciais e facilitava a retirada dos dispositivos que seriam adulterados. Após a remoção, outros membros assumiam o transporte, a manipulação e a revenda ou reinstalação dos medidores.

Os agentes também analisam a hipótese de repasse antecipado de informações sobre futuras fiscalizações feitas pela concessionária e por órgãos de segurança. Conforme consta no inquérito, proprietários e administradores de postos de combustíveis teriam recebido detalhes sobre datas, locais e equipes envolvidas nas vistorias, o que poderia favorecer a ocultação de fraudes.

Parte das evidências que levaram à fase atual da operação foi extraída de dispositivos eletrônicos apreendidos em diligências anteriores. A partir desse material, a equipe mapeou empresas formalmente registradas para instalar e manter sistemas de GNV. Os investigadores buscam determinar se algumas dessas estruturas foram utilizadas para executar parte das intervenções nos medidores.

A DDSD avalia se as adulterações atingiram a confiabilidade dos sistemas de medição e a segurança da rede de distribuição de gás natural. A participação de cada pessoa física ou jurídica permanece em apuração. Em tese, os envolvidos podem responder por furto qualificado, receptação qualificada, associação criminosa e estelionato, entre outros crimes que eventualmente sejam identificados no curso das investigações.

Até o momento, não há informação sobre prisões em flagrante ou sobre o total de prejuízo financeiro causado pelo esquema. As buscas seguem durante o dia, e novos desdobramentos não foram descartados pela equipe responsável.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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