Operação na Feira da Pavuna apreendeu 60 aparelhos e levou 14 suspeitos para esclarecimentos. Grupo é investigado por crimes recorrentes na Região Metropolitana.
Uma operação da Polícia Civil realizada na noite de segunda-feira, 10 de agosto, resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas na região da Feira da Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro. A ação teve como alvo um esquema de roubo e furto de telefones celulares que, segundo a corporação, vinha atuando de forma recorrente em diversos bairros da Região Metropolitana.
Durante a incursão, agentes também conduziram 14 suspeitos à Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) para prestar esclarecimentos. No mesmo local foram apreendidos 60 aparelhos, considerados pelas equipes especializadas como provenientes de crimes contra o patrimônio. Todo o material foi catalogado e será submetido a perícia técnica.
De acordo com informações policiais, a Feira da Pavuna já vinha sendo monitorada havia semanas por ser apontada como um dos pontos mais significativos de receptação e comercialização clandestina de celulares roubados ou furtados. Relatórios preliminares indicavam fluxo constante de aparelhos sem nota fiscal e negociações realizadas em intervalos curtos, sempre com elevada rotatividade de vendedores.
Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
O monitoramento permitiu identificar o padrão de atuação do grupo. Segundo os investigadores, os criminosos adotavam logística estruturada para confundir possíveis fiscalizações: as vendas ocorriam em meio à multidão, enquanto os telefones permaneciam ocultos em pontos estratégicos distribuídos pela feira. Dessa forma, o risco de flagrante direto era reduzido, dificultando a responsabilização criminal de quem negociava os dispositivos.
A operação foi deflagrada no momento em que os suspeitos conduziam uma nova série de trocas. As equipes cercaram as áreas de maior concentração de público, recolheram mochilas, sacolas e caixas plásticas onde os celulares estavam armazenados e confirmaram a compatibilidade de números de série com registros de roubo e furto já notificados por vítimas.
Concluída a fase inicial, a Polícia Civil informou que todos os aparelhos passarão por perícia para rastrear a procedência e apoiar o mapeamento de eventuais quadrilhas responsáveis por subtrações violentas nas ruas. O objetivo é viabilizar a devolução dos bens a seus legítimos proprietários e produzir provas para subsidiar eventuais pedidos de prisão preventiva.
Os quatro detidos permaneceram à disposição da Justiça, enquanto os demais conduzidos foram ouvidos e liberados, condicionados a novas intimações. A corporação destacou que as diligências prosseguem a fim de identificar possíveis receptadores fora da feira, verificar rotas de escoamento interestaduais e confrontar dados obtidos com registros de ocorrência recentes.
Siga a República da Verdade e entre no nosso grupo exclusivo de discussão política.









