Um rombo de R$ 6 bilhões em descontos ilegais nos benefícios de aposentados. A PF concluiu inquérito e indiciou 48 pessoas, incluindo o ex-presidente do INSS.
A Polícia Federal concluiu um dos inquéritos que investigavam desvios nas aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou 48 pessoas por corrupção e organização criminosa. A apuração, iniciada em abril de 2025, apontou a existência de um esquema de descontos irregulares nos benefícios previdenciários que, segundo os investigadores, provocou um rombo estimado em aproximadamente R$ 6 bilhões nos cofres públicos.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Antônio Stefanutto; o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho; e o ex-diretor de Benefícios, André Paulo Félix Fidelis. O inquérito também atribui responsabilidade ao deputado federal Euclydes Marcos Pettersen Neto e a um ex-ministro cujo nome foi preservado no relatório por ainda possuir prerrogativa de foro em outra instância.
De acordo com o relatório da PF, o grupo atuava em várias frentes para fraudar concessões, inserir descontos fictícios e direcionar pagamentos a contas controladas pelos envolvidos. Auditores da autarquia e servidores de carreira teriam colaborado com empresários e intermediários externos para manter o esquema. Os principais crimes apontados são corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.
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O documento final foi encaminhado ao Ministério Público Federal, que agora avaliará se apresenta denúncia formal à Justiça. Caso a acusação seja aceita, os réus poderão responder às penas previstas, que podem superar 20 anos de prisão em alguns dos delitos listados.
Confira a relação completa de indiciados, na ordem divulgada pelos investigadores:
1. Abraão Lincoln Ferreira da Cruz; 2. Alessandro Antônio Stefanutto; 3. Alexandre Eduardo Ferreira Lopes; 4. André Luiz Martins Dias; 5. André Paulo Félix Fidelis; 6. Antônio Carlos Camilo Antunes; 7. Bruna Braz de Souza Santos; 8. Carlos Roberto Ferreira Lopes; 9. Cícero Marcelino de Souza Santos; 10. Daniel Otávio de Oliveira Silva; 11. Dogival José dos Santos; 12. Durval Natário Tosta IV; 13. Elaine Bezerra Rodrigues; 14. Euclydes Marcos Pettersen Neto; 15. Gilmar Stelo; 16. Heleno Márcio Pereira Magalhães; 17. Higor Dalle Vedove Lourenção; 18. Ingrid Pikinskeni Morais Santos; 19. Jefferson Ricardo Schultz; 20. José Benevides de Oliveira; 21. José Carlos Oliveira (Ahmed Mohamad Oliveira Andrade); 22. José Geraldo de Oliveira; 23. Karinne Fiori Dalle Vedove Lourenção; 24. Leonardo Bruno Arataque Gomes; 25. Letícia Aparecida da Fonseca; 26. Lício Luan Câmara Araújo; 27. Lucineide dos Santos Oliveira; 28. Marcelo de Oliveira Silva; 29. Marcelo Oliveira Barros; 30. Marcus Vinicius Arataque Gomes; 31. Nemer Ibrahim Chiah; 32. Neusmeire Silva Magalhães; 33. Pedro Alves Corrêa Neto; 34. Philippe André Lemos Szymanowski; 35. Priscila Samara de Melo; 36. Rogério Soares de Souza; 37. Ronaldo Lopes de Paiva; 38. Samuel Chrisóstomo do Bomfim Júnior; 39. Sebastião dos Santos Rosa; 40. Silas da Costa Vaz; 41. Taline Nunes Campos das Neves; 42. Tayse Ferreira da Silva; 43. Thaisa Hoffmann Jonasson; 44. Thamyrez Maia de Oliveira Ramos; 45. Tiago Abraão Ferreira Lopes; 46. Vinícius Ramos da Cruz; 47. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; 48. Wendel Fernandes dos Santos.
Segundo a PF, o prejuízo bilionário ainda está sendo recalculado com base nas quebras de sigilo bancário deferidas pela Justiça e nos relatórios da Controladoria-Geral da União. A força-tarefa não descarta novos indiciamentos, pois outros inquéritos ligados a esse mesmo esquema permanecem em curso.
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