Distribuidora expande rede e investe R$ 640 mi no Nordeste até 2029

Robson Alves
5 Min Leitura

A Dislub Equador quer saltar de 500 para 800 postos em quatro anos, com foco no Norte e Nordeste. O Ceará lidera os planos e recebe terminal milionário como âncora da expansão.

A distribuidora de combustiveis Dislub Equador planeja ampliar sua rede de postos de combustivel dos atuais pouco mais de 500 para aproximadamente 800 unidades ate 2029. O crescimento sera concentrado nas regioes Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde a companhia ja atua, sem previsao de entrada em novos mercados estaduais. Segundo a direcao do grupo, a prioridade inicial se volta ao Ceara, territorio considerado estrategico pela proximidade com importantes rotas rodoviarias e pelo potencial de consumo.

O presidente-executivo Marcelo Magalhaes explica que o aumento da capilaridade faz parte de um programa mais amplo de diversificacao, que inclui logistica, geracao de energia e mobilidade eletrica. Ele esclarece que a empresa mantera o foco operacional nas praças onde ja possui know-how e fornecedores consolidados, buscando ganhos de escala e reducao de custos na cadeia de suprimentos.

Publicidade

“Nosso foco é consolidar nossa presença nas regiões onde já atuamos e oferecer uma infraestrutura que garanta segurança de abastecimento ao consumidor”, afirmou o executivo.

Na vertente de energia eletrica para veiculos, a companhia ainda delineia o formato de participacao. A previsao e iniciar projetos-piloto em postos de alto fluxo nas capitais do Nordeste, medindo demanda real antes de definir um modelo de negocio definitivo. Magalhaes avalia que a frota eletrificada deve crescer de maneira mais acelerada nas grandes cidades a partir dos proximos anos, impulsionada por incentivos fiscais e pela maior oferta de veiculos.

Outro pilar do plano de investimento e a construcao de um terminal de tancagem no Porto do Pecem, no Ceara, orcado em R$ 640 milhoes. A instalacao tera capacidade para movimentar 170 milhoes de litros de combustiveis, entre derivados de petroleo, etanol e biodiesel. De acordo com o cronograma divulgado, a companhia aguarda autorizacao da Agencia Nacional do Petroleo, Gas Natural e Biocombustiveis (ANP) para iniciar a operacao comercial no terceiro trimestre de 2027.

Atualmente, cerca de metade do combustivel liquido consumido pelo mercado cearense chega por transporte terrestre, o que eleva despesas logisticas e pressiona o preco final nas bombas. A expectativa da Dislub Equador e que o terminal reduza esse gargalo ao permitir o recebimento de grandes volumes pelo modal maritimo, diminuindo a dependencia de caminhões-tanque e ampliando a competitividade regional.

O executivo reforca ainda que parte dos recursos destinados ao terminal provem de financiamento estruturado junto a bancos de desenvolvimento e de capital proprio da empresa. Estudos de impacto ambiental estao em fase final e contemplam a adocao de sistemas de monitoramento de vazamentos e planos de resposta rapida a emergencias, seguindo as exigencias da autoridade portuaria local.

Com operacao em 17 estados e aproximadamente 3,7% de participacao no mercado nacional de distribuicao, a Dislub Equador aposta na combinacao de escala e diversificacao para sustentar a margem em um ambiente de concorrencia acirrada. Alem do novo terminal, estao previstos investimentos menores em ampliacao de bases de armazenamento nos estados do Para, Pernambuco e Mato Grosso, reforcando a estrategia de posicionamento em eixos logisticos chave.

A direcao do grupo ressalta que, embora o Brasil atravesse ciclos de volatilidade nos precos de combustiveis, a demanda nas regioes alvo permanece resiliente, impulsionada pela expansao do agronegocio e pelo crescimento da frota de veiculos leves. O plano de chegar a 800 postos, afirmam os gestores, contemplara tanto conversao de bandeira de unidades independentes quanto construcoes ex-novo em municipios onde a companhia ainda nao possui presenca fisica.

Com uma malha que atravessa diferentes segmentos da cadeia energetica, a empresa reforca a meta de oferecer ao consumidor opcao de abastecimento diversificada, integrando combustiveis tradicionais e solucoes de baixa emissao conforme a transicao energetica avance nos proximos anos.

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
Entre no Grupo de Notícias