A seleção espanhola está a uma vitória de conquistar um feito inédito no futebol mundial. No dia 19/07, a Fúria busca o título masculino enquanto já detém o feminino.
A Espanha garantiu vaga na decisão da Copa do Mundo masculina e, caso conquiste o troféu no dia 19/07, poderá alcançar um feito inédito: deter, ao mesmo tempo, os títulos mundiais de futebol nas categorias masculina e feminina. A possibilidade abre um capítulo novo na história do esporte, já que nenhuma nação conseguiu sustentar simultaneamente o topo das duas competições organizadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).
A final está marcada para domingo, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos. O adversário espanhol sairá do confronto entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam na quarta-feira, 15/07, também às 16h, em Atlanta. Os ibéricos, campeões em 2010, buscam o bicampeonato e pretendem chegar à próxima Copa, em 2030 — que será organizada por Espanha, Portugal e Marrocos — com o status de atuais detentores do título.
Entre as mulheres, a “Fúria” levantou a taça em 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, derrotando a Inglaterra por 1 a 0 na decisão. Naquele torneio, a equipe somou seis vitórias e apenas um revés, com 18 gols marcados e sete sofridos. A campanha consagrou a meio-campista Aitana Bonmatí, que recebeu o prêmio The Best da Fifa e a Bola de Ouro. Desde então, a atleta do Barcelona já repetiu o feito mais duas vezes, consolidando-se como referência técnica da seleção.
Se Inglaterra superar a Argentina na semifinal, a final de 2026 reeditará o duelo feminino de 2023. Caso contrário, a Espanha poderá reviver o clássico ibero-sul-americano contra os argentinos, último encontro em Copa ocorrido em 1966, quando os europeus venceram por 1 a 0 na fase de grupos.
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A Espanha chegou a somar títulos simultâneos em outra competição recente: a Liga das Nações. Foi campeã nas duas primeiras edições femininas (2024 e 2025) e venceu a masculina em 2023, perdendo a hegemonia no ano seguinte para Portugal. O único país que ganhou Copas em ambos os naipes até hoje é a Alemanha, vencedora feminina em 2003 e 2007, mas não carregou os troféus ao mesmo tempo.
O ciclo espanhol também ficou marcado por controvérsia fora de campo. Durante a premiação de 2023, o então presidente da federação, Luis Rubiales, beijou a atacante Jenni Hermoso sem consentimento.
Rubiales alegou que o ato “foi permitido pela atleta”
— declaração negada pela jogadora. A repercussão levou à renúncia do dirigente e à suspensão de três anos imposta pelo Comitê Disciplinar da Fifa.
O calendário da modalidade projeta a próxima Copa feminina para 2027, no Brasil. Entre os semifinalistas da atual edição masculina, Espanha e Argentina já asseguraram presença no torneio sul-americano; a Inglaterra ainda precisa passar pela repescagem europeia.
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