Tufão Dolphin deixa 14 mil imóveis sem energia no Japão

Robson Alves
3 Min Leitura

A passagem do Dolphin por Okinawa causou apagões, deixou cinco feridos e levou autoridades a reforçar os alertas. A tempestade avança pelo Pacífico e mobiliza também a China.

O tufão Dolphin atingiu a província de Okinawa no sábado (08/08), causando transtornos que incluíram interrupção no fornecimento de energia a aproximadamente 14 mil edificações e registro de cinco pessoas feridas, todas fora de risco de morte, segundo autoridades locais. Informações do governo provincial apontam que três dos feridos caíram devido à força dos ventos.

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, à meia-noite (horário de Brasília) o centro da tempestade localizava-se cerca de 160 km a noroeste da ilha de Kume, deslocando-se a 15 km/h na direção noroeste. O sistema apresentava ventos sustentados de 162 km/h e rajadas que chegavam a 216 km/h. As ilhas de Okinawa e Amami, na província de Kagoshima, permanecem como áreas sob maior risco de impacto direto.

Publicidade

Companhias aéreas domésticas cancelaram serviços na região: a ANA e a Japan Airlines suspenderam diversos voos programados para sábado. A rede elétrica também sofreu danos, deixando milhares de residências e comércios sem abastecimento ao longo do dia.

Enquanto o Japão lidava com os efeitos imediatos, autoridades chinesas intensificaram ações preventivas. O Centro Meteorológico Nacional da China previu que o Dolphin chegaria entre o fim de domingo (09/08) e a madrugada de segunda-feira (10/08), com possível impacto entre Zhoushan (Zhejiang) e Fuding (Fujian). Nas áreas próximas ao núcleo da tempestade são esperadas rajadas de 38 a 45 m/s. Previsões indicam chuvas volumosas até 12 de agosto; em partes do leste de Zhejiang o acumulado pode superar 600 mm.

Achados com desconto Publicidade

Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.

Zhejiang elevou o nível de alerta costeiro para o patamar máximo, interrompeu operações portuárias e suspendeu 162 rotas de balsas de passageiros. No Aeroporto Internacional Ningbo Lishe, as atividades foram encerradas às 12h30 de sábado, com todos os voos de domingo cancelados. Em Xangai, o porto de Yangshan retirou embarcações de suas docas até o fim da sexta-feira, e trechos da malha ferroviária no Delta do Rio Yangtzé devem ficar paralisados a partir de domingo.

Em Taiwan, 63 voos internacionais foram cancelados. Meteorologistas preveem chuvas intensas no norte da ilha durante o fim de semana; até sábado não havia ordem oficial de evacuação.

Taipei classificou como “ridícula” a exigência de Pequim para que embarcações no Estreito de Taiwan sigam instruções de controle de tráfego chinesas.

A China reivindica soberania sobre Taiwan e, por extensão, sobre a navegação no estreito, posição contestada por Taipei e Washington. A evolução do Dolphin continuará sendo monitorada por serviços meteorológicos regionais, que mantêm alertas de maré alta, ventos fortes e risco de inundações repentinas nas áreas costeiras.

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
Entre no Grupo de Notícias