Incêndios florestais na Espanha forçam evacuações e elevam alerta de risco extremo

Robson Alves
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Bombeiros da Unidade Militar de Emergência (UME) da Espanha trabalharam durante a noite e a madrugada de quinta-feira (23) para conter diversos focos de incêndio em várias regiões do país. As equipes utilizaram jatos d’água e abriram aceiros em áreas de mata para tentar limitar o avanço das chamas.

Em Villa del Prado, localidade situada na divisa entre Madri e a província de Toledo, as chamas levaram à retirada de cerca de 200 moradores. Já na comunidade autônoma de Castela e Leão, três povoados precisaram ser desocupados preventivamente, segundo informações das autoridades regionais.

A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) informou na quarta-feira (22) que o perigo de incêndios permanece

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“muito alto ou extremo”

em boa parte da Espanha continental e nas Ilhas Baleares. O órgão acrescentou que, nos próximos dias, a combinação de calor intenso, baixa umidade e ventos moderados tende a elevar ainda mais esse risco.

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Dados preliminares de monitoramento ambiental indicam que, em 2026, os incêndios já consumiram mais território na Europa do que a média anual registrada nas últimas duas décadas. Especialistas atribuem o cenário a três ondas de calor consecutivas que atingiram o continente desde maio.

As consequências do clima extremo também se refletem na saúde pública. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente da Espanha, entre 16 de maio e 13 de julho foram registradas 1.180 mortes ligadas a temperaturas elevadas – aumento expressivo em relação às 114 notificadas no mesmo intervalo de 2024. A maioria das vítimas tinha mais de 65 anos, e mais da metade era composta por mulheres.

As regiões mais afetadas pelo excesso de calor foram Galícia, La Rioja, Astúrias e Cantábria, todas no norte do país, onde o verão historicamente apresenta temperaturas mais amenas. Nesse período, houve 76 alertas vermelhos por calor extremo, número que contrasta com a ausência de avisos semelhantes no ano passado.

Desde o início de junho, termômetros em diversas províncias espanholas ultrapassaram com frequência os 40 °C. Técnicos do Instituto de Saúde Carlos III observam que o episódio atual apresenta características consideradas sem precedentes pelo aumento simultâneo das médias térmicas e da mortalidade atribuída às ondas de calor.

As autoridades recomendam que a população evite atividades ao ar livre nas horas mais quentes, mantenha hidratação constante e esteja atenta a orientações de defesa civil. Equipes de emergência permanecem mobilizadas, e aeronaves de combate ao fogo podem ser acionadas se as condições atmosféricas permitirem.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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