ARACAJU — A Unidade Pediátrica Dr. José Machado de Souza, do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), promoveu missa solene e dinâmica de terapia ocupacional voltadas ao fortalecimento emocional de mães, acompanhantes e profissionais.
- Em resumo: Celebração religiosa somada a atividade expressiva buscou humanizar o ambiente hospitalar e reconhecer o papel das cuidadoras.
Missa solene integra rotina humanizada
A iniciativa foi conduzida pela equipe do Huse, administrado pela Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES), e reforçou o compromisso do hospital com práticas de acolhimento.
A celebração marcou a homenagem ao Dia das Mães e destacou a presença constante de cuidadoras no tratamento das crianças internadas.
“Conseguimos celebrar a missa solene, lembrando que as mães e cuidadoras são parte fundamental do nosso trabalho aqui dentro da pediatria. São mulheres que permanecem firmes, com fé e dedicação, acompanhando seus filhos durante todo o tratamento. Também homenageamos as profissionais que deixaram seus próprios filhos em casa para cuidar de outras crianças. Hoje, celebramos o amor e o acolhimento representados pela figura materna”, disse Sarah Ellyude, gerente do Pronto-Socorro Infantil do Huse.
“É um momento de solidariedade, de trazer o lúdico e vivências que talvez fossem interrompidas pela hospitalização, mas que aqui fazemos questão de manter vivas”, acrescentou Ellyude.
“A missa foi muito importante para nós. Tudo o que foi falado representa o que vivemos aqui diariamente. Uma ação como essa traz conforto e faz com que a gente se sinta acolhida. Muda um pouco o ambiente e foge um pouco da tensão que a gente vivencia com os nossos filhos”, afirmou Ildete Vieira, mãe de paciente de 8 anos.
Terapia ocupacional incentiva expressão de sentimentos
Após a celebração, a terapeuta ocupacional Raíssa Vasconcelos conduziu atividade que permitiu a mães, avós e cuidadoras compartilharem dores e alegrias vividas durante a internação.
“Aqui cuidamos das crianças, mas também cuidamos da família. Esse foi um momento pensado especialmente para elas expressarem dores, alegrias e diversos sentimentos relacionados ao exercício dessa função tão importante. A ideia foi proporcionar um espaço de escuta, acolhimento e expressão. Durante a hospitalização, essas mulheres acabam deixando suas emoções em segundo plano. Então, buscamos trazer um momento voltado especialmente para elas, valorizando também o cuidado com quem cuida”, explicou Vasconcelos.
“Esse momento representou muitas coisas boas. Representou a força que a gente tem para lutar pelos nossos filhos. O coração fica dividido porque deixei minha outra filha em casa, mas estou aqui lutando por ela. Participar desse momento renovou minhas forças”, relatou Joiciane Santos Mota, mãe de paciente em tratamento neurológico.

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Crédito da imagem: Divulgação / SES
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