China entra em alerta com tufão Dolphin e risco de enchentes na costa leste

Robson Alves
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Tempestade deve atingir o litoral chinês entre domingo e segunda-feira, com ventos de até 162 km/h. Autoridades alertam para chuvas intensas, alagamentos e danos à infraestrutura.

O tufão Dolphin deve tocar o solo na costa leste da China durante a noite deste domingo (9), trazendo chuvas torrenciais e ventos sustentados de até 162 km/h. A intensidade equivale a uma tempestade de Categoria 2 na escala Saffir-Simpson, capaz de provocar danos significativos a residências, árvores e infraestrutura.

Segundo o Centro Meteorológico Nacional, a chegada do fenômeno está prevista para o intervalo entre a noite de hoje e a madrugada de segunda-feira. Após o impacto inicial, a tempestade deve avançar para o interior, deslocar-se em direção ao oeste e enfraquecer gradualmente. Especialistas alertam que a desaceleração do sistema pode prolongar as precipitações intensas e elevar o risco de enchentes e deslizamentos de terra em áreas montanhosas e nos vales de rios menores.

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Antes da aproximação do Dolphin, autoridades retiraram trabalhadores de plataformas offshore, determinaram o retorno de embarcações aos portos e intensificaram inspeções em reservatórios, rios, córregos de montanha, canteiros de obras e pontos turísticos. O objetivo é reduzir o impacto de possíveis inundações e escorregamentos de encostas.

A previsão indica chuvas volumosas até 10 de agosto nas províncias de Zhejiang, Fujian, Jiangxi, Anhui, bem como em Xangai e grande parte de Jiangsu. No centro e leste de Zhejiang, os acumulados podem variar entre 250 e 500 milímetros. Meteorologistas advertem que essa concentração pluviométrica, somada a solos já encharcados, amplia o potencial de transbordamento de cursos d’água.

O Ministério de Recursos Hídricos comunicou que os rios Qiantang, Yong, Jiao e Shuiyang podem registrar cheias significativas, enquanto cursos fluviais menores situados nas áreas mais afetadas podem ultrapassar níveis de alerta. Até o momento, foi mantido o nível III de resposta emergencial contra enchentes em Zhejiang e Fujian, e o nível IV em Jiangsu e Anhui. O sistema nacional de emergências estabelece o nível I como o mais grave.

Na esfera geológica, o Ministério de Recursos Naturais acionou resposta de nível III para Zhejiang e de nível IV para Anhui, advertindo sobre possíveis movimentos de massa. Moradores inseridos em zonas sob alerta vermelho para enxurradas de montanha receberam orientação para seguir ordens locais de evacuação.

Em Xangai, a administração de segurança marítima deslocou navios do porto de Yangshan e transferiu mais de 500 embarcações de pequeno e médio porte para áreas abrigadas. Medidas semelhantes foram adotadas em outras instalações portuárias ao longo da costa.

Antes de avançar rumo à China, o Dolphin passou pela província japonesa de Okinawa, no sul do Japão, deixando seis pessoas feridas e provocando interrupção no fornecimento de energia a mais de 50 mil residências. O histórico recente motivou as autoridades chinesas a reforçar alertas e agilizar planos de contingência.

Especialistas acompanham a trajetória da tempestade em tempo real. Caso o deslocamento se mantenha dentro do previsto, o sistema começará a perder força sobre as regiões central e sudoeste do território chinês, mas ainda poderá causar transtornos, sobretudo em áreas rurais e em comunidades ribeirinhas.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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