Brasileiro relata medo e fé após forte terremoto na Colômbia

Robson Alves
3 Min Leitura

Morador de Pereira, Davi Dias da Costa viveu momentos de tensão no nono andar de um prédio durante o tremor. Sem conseguir sair a tempo, ele disse ter entregue a vida a Deus.

Davi Dias da Costa, brasileiro que vive em Pereira, descreveu momentos de extrema tensão durante o terremoto que abalou a cidade na manhã de hoje. O tremor surpreendeu a família enquanto ele e a esposa, Angela, iniciavam o expediente de trabalho remoto e a filha, Ana, já seguia para o colégio.

No nono andar do edifício onde residem, as paredes começaram a tremer de forma violenta. Segundo Davi, a sensação foi de absoluta impotência, agravada pela impossibilidade de abandonar o apartamento a tempo.

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“Nesse momento passa pouca coisa na cabeça, a não ser entregar a vida a Deus”

Ainda abrigados, o casal orou pela segurança da filha. Quando o abalo cedeu, Davi percorreu as ruas até a escola de Ana e encontrou um cenário que classificou como devastador, com estruturas históricas destruídas e prédios reduzidos a escombros.

“A cena era de guerra”

O brasileiro relatou a queda de um edifício no bairro onde mora um amigo, que o telefonou em pânico durante o tremor. Davi também lamentou a perda de uma igreja católica tradicional, considerada um símbolo local.

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Na escola, Ana contou que o tremor começou durante a primeira aula. Professores e estudantes se abaixaram sob as mesas e, em seguida, foram conduzidos à quadra. Estruturas internas ficaram comprometidas, e o acesso aos andares superiores foi proibido.

“Todos nos colocamos debaixo dos postos e saímos para nos reunir na quadra”

De volta ao apartamento, a família decidiu permanecer no imóvel, apesar da recomendação de evacuação, porque o trânsito na cidade estava interrompido por deslizamentos de terra e o aeroporto permanecia fechado. Segundo Angela, o local ficou sem água, luz e gás, e a comunicação se tornou difícil pela sobrecarga das redes.

“A gente está sem água, sem luz e sem gás para cozinhar”

Mesmo diante das adversidades, Angela pontuou que o principal era estarem vivos. Davi acrescentou que, após o tremor, a população se uniu para limpar ruas e ajudar vizinhos, superando diferenças cotidianas.

“Brigam por política, brigam por futebol, brigam por tudo, mas nesse momento não existe diferença entre ninguém”

Ele fez um apelo por auxílio humanitário internacional para acelerar a recuperação das áreas atingidas. Até o momento, autoridades locais seguem avaliando danos em infraestruturas públicas e privadas, enquanto equipes de resgate trabalham na busca por desaparecidos e no atendimento a vítimas.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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