Tremor na Colômbia leva Manaus a evacuar prédios preventivamente

Robson Alves
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Abalo de magnitude 7,4 no oeste colombiano foi sentido a mais de 2,5 mil km. Corpo de Bombeiros e autoridades avaliam relatos e possíveis danos na capital amazonense.

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu HOJE o oeste da Colômbia e foi percebido a mais de 2.500 quilômetros de distância, em Manaus. O abalo, registrado às 8h30 (horário local), levou moradores e trabalhadores da capital amazonense a deixar edifícios preventivamente, enquanto autoridades avaliaram possíveis danos estruturais.

Segundo registros do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro localizou-se em San José del Palmar, aproximadamente 230 quilômetros a sudoeste de Bogotá. A profundidade do fenômeno foi estimada em 107 quilômetros, enquanto a agência sismológica europeia calculou 95 quilômetros. Apesar da intensidade, o sistema de alerta norte-americano descartou risco de tsunami.

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Em Manaus, o tremor foi suficiente para balançar persianas e luminárias em prédios comerciais no Centro, Aleixo e Adrianópolis. Funcionários relataram sensação de náusea antes de notarem que objetos pendurados se moviam. Muitos optaram por usar as escadas em vez dos elevadores.

“Senti um pouco de náusea e minha colega também, mas logo percebemos que as persianas estavam balançando”, relatou uma funcionária que trabalhava no Edifício Palácio do Comércio.

Nos andares térreos, equipes de segurança orientaram a saída ordenada. Quem ainda estava em elevadores descreveu paradas repentinas e oscilações.

“Descemos pela escada. O prédio todo mundo desceu e pessoas que estavam saindo, descendo pelo elevador também sentiu o elevador travar, balançar”, contou outra pessoa presente no local.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas iniciou inspeções estruturais em prédios residenciais e comerciais logo após os relatos. Até o momento, a corporação informou não ter constatado rachaduras relevantes, mas seguirá monitorando construções consideradas mais antigas ou de grande fluxo diário. No Tribunal de Justiça do Amazonas, técnicos da secretaria de infraestrutura também verificaram a situação e liberaram a retomada das atividades, destacando a ausência de indícios de comprometimento da estrutura.

Além do Brasil, Equador e Venezuela sentiram reflexos do sismo. Na Colômbia, autoridades confirmaram feridos e danos em cidades da região oeste. A governadora de Chocó descreveu “destruição significante” em comunidades próximas ao epicentro e equipes de defesa civil avaliam a extensão dos impactos. O governo colombiano mobilizou recursos para atendimento aos feridos e verificação de estradas, pontes e hospitais.

Especialistas explicam que tremores profundos, como o registrado HOJE, podem se propagar por longas distâncias através da placa tectônica de Nazca, alcançando áreas distantes sem perder completamente a intensidade. Ainda assim, a profundidade elevada reduz o risco de colapso de superfícies, o que pode ter contribuído para a inexistência de alertas de tsunami.

Meteorologistas e sismólogos brasileiros informaram que abalos secundários, conhecidos como réplicas, costumam ocorrer nas horas seguintes a terremotos dessa magnitude. Embora esses eventos tendam a ser menos intensos, autoridades recomendam que a população mantenha a atenção a eventuais instruções de evacuação ou vistoria.

As verificações de engenharia seguirão ao longo do dia em Manaus, enquanto governos regionais na Colômbia concentram esforços no resgate de feridos e na avaliação de edificações comprometidas. Até o fechamento desta edição, não havia confirmação de vítimas fatais.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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