Pix lidera confiança no Brasil e supera instituições tradicionais

Rafael Ramos
3 Min Leitura

Pesquisa Genial/Quaest aponta que 80% dos brasileiros confiam no sistema de pagamentos do Banco Central. O índice supera Igreja Católica, Polícia Militar e Forças Armadas.

O Pix alcançou o maior nível de confiança entre 16 instituições e itens avaliados pela pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana. De acordo com o levantamento, 80% dos brasileiros afirmam confiar no sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em novembro de 2020, enquanto 19% dizem não confiar e 1% não soube ou não respondeu.

O resultado posiciona o instrumento de transferência financeira à frente de organizações tradicionais. A sondagem registra 76% de confiança na Igreja Católica, 75% na Polícia Militar e 70% nas Forças Armadas — o mesmo porcentual atribuído ao próprio cônjuge, segundo os entrevistados.

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Esta foi a primeira vez que a Quaest incluiu o Pix na comparação com outras instituições. O instituto também mediu a percepção sobre entes políticos e as urnas eletrônicas. Nesse último item, 65% dos participantes dizem confiar no sistema de votação, índice 13 pontos menor que os 78% apurados em 2022.

A confiança no Pix atravessa diferentes perfis ideológicos: 87% dos classificados como “direita não bolsonarista” e 88% dos identificados como “esquerda não lulista” confiam no meio de pagamento. Entre os independentes, o percentual atinge cerca de 75%. A pesquisa aponta leve redução da confiança em segmentos de idade mais avançada e em faixas de menor renda, mas o nível permanece elevado nesses grupos.

No recorte político-institucional, a Presidência da República obtém 57% de confiança, três pontos acima de 2025, porém abaixo dos 62% medidos em 2023. Supremo Tribunal Federal (50%) e Congresso Nacional (49%) aparecem praticamente empatados. Entre entrevistados classificados como bolsonaristas, 73% afirmam não confiar no STF.

Partidos políticos somam 44% de confiança, ao passo que árbitros de futebol registram a maior taxa de desconfiança: 56% dizem não confiar nesses profissionais. A margem de erro do estudo é de dois pontos porcentuais.

A popularidade do Pix vem sendo citada no debate público desde que, no início de 2025, uma norma da Receita Federal sobre envio de informações financeiras foi revogada após críticas e rumores de tributação. Desde então, representantes de diferentes correntes passaram a reivindicar a paternidade ou a defesa do sistema. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem ligado o Pix à ideia de soberania nacional em meio a atritos comerciais com os Estados Unidos. Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, lembra que o sistema foi concebido durante o governo de Jair Bolsonaro.

O levantamento reforça que o Pix se consolidou como ferramenta de pagamento essencial, capaz de superar, em confiança, tanto instituições religiosas quanto forças de segurança, ao mesmo tempo em que se torna pauta de campanha às vésperas das eleições de 2026.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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