Girão deixa Senado para campanha de Zema; Reginauro assume vaga

Rafael Ramos
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Senador do Novo recebeu licença de 121 dias para disputar a Vice-Presidência. O primeiro suplente pelo Ceará ocupará o mandato até dezembro de 2026.

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (11) o requerimento que autoriza o senador Eduardo Girão (Novo-CE) a se afastar do mandato por 121 dias, em caráter de “licença saúde”. Girão informou que dedicará o período à campanha como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Romeu Zema (Novo) para as eleições de outubro.

Com a licença, o primeiro suplente, Sargento Reginauro (PSDB-CE), tomou posse no início da sessão plenária e ocupará a cadeira de 8 de agosto a 8 de dezembro de 2026. O mandato original de Girão termina ao fim da atual legislatura, razão pela qual Reginauro exercerá a função apenas até o retorno do titular ou até o encerramento dos trabalhos.

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Durante a cerimônia de posse, Reginauro destacou afinidades ideológicas com Girão, citando temas como defesa da família e oposição ao aborto. O novo senador qualificou o colega como exemplo de integridade e afirmou que pretende dar continuidade às pautas que ambos defendem no Congresso.

“As pautas que nos uniam: a criminalização do aborto, defesa da família. Apresentei Eduardo Girão à política. Conseguimos convencê-lo e ele se tornou essa referência de ética, que faz a melhor representação possível. Estou substituindo o que eu considero um dos políticos mais íntegros que agora segue em outra aventura. Vai defender seus valores na candidatura à vice-presidência”, disse Reginauro.

Reginauro, que integra o Corpo de Bombeiros do Ceará, mencionou ainda o tratamento contra um câncer iniciado em 2020. Segundo ele, um transplante de medula óssea realizado em janeiro de 2025 apresentou resultado positivo, fato que o motiva a continuar atuando na vida pública.

A escolha de Girão para ocupar a vice na chapa de Romeu Zema foi confirmada em 4 de agosto, data-limite para registro de coligações. O partido Novo optou por uma candidatura “pura”, sem alianças partidárias, repetindo a estratégia utilizada em pleitos estaduais anteriores. Embora Girão tivesse lançado pré-candidatura ao governo do Ceará, decidiu compor a chapa presidencial, participando da convenção que confirmou Zema como cabeça de chapa.

Com a licença de Girão, o Senado não sofrerá alterações na correlação de forças entre bancadas, pois Reginauro passa a integrar o bloco de oposição ao governo, tal como o titular. A Casa segue em recesso branco, com votações remotas agendadas para as próximas semanas, mas as discussões sobre temas sensíveis, como reforma tributária e marco fiscal, estão mantidas no calendário após o retorno pleno das atividades presenciais.

Nos bastidores, aliados de Girão avaliam que a participação na disputa nacional ampliará a visibilidade do senador e pode fortalecer o partido no Nordeste, região onde a legenda ainda busca consolidar espaço. Integrantes da executiva do Novo avaliam que a experiência legislativa do parlamentar soma capital político à candidatura de Zema, até então concentrada no desempenho administrativo em Minas Gerais.

Em sua breve fala de despedida no plenário, Girão agradeceu o apoio dos colegas e reafirmou o compromisso de retomar o mandato após o período de licença. O senador destacou que pretende priorizar projetos relacionados à segurança pública e à proteção da infância caso seja eleito, mas não mencionou nomes para compor eventual equipe de governo.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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