Marcada pela internação da mãe após uma histerectomia, Tatiane descobriu 12 miomas em exames de rotina. Com tratamento e acompanhamento médico, ela conseguiu preservar o útero e realizar o sonho da maternidade.
Com 18 anos, Tatiane Belotti Anes dos Santos testemunhou a mãe ser internada em uma UTI após uma histerectomia motivada por miomas e endometriose. A lembrança daquele sangramento intenso a marcou profundamente e, muitos anos depois, orientou a forma como encarou o próprio diagnóstico.
Hoje farmacêutica, aos 36 anos, Tatiane sempre conviveu com cólicas fortes, mas não imaginava que também tinha a doença. A confirmação veio somente após exames de rotina solicitados depois de uma cirurgia bariátrica. Os resultados revelaram a presença de 12 miomas no útero.
“Foi justamente nesses exames de rotina que descobri os meus miomas — e para piorar, eram 12 miomas ao todo!”, recorda Tatiane.
Apesar do número elevado dos tumores benignos, ela decidiu interromper o uso de anticoncepcionais para tentar engravidar. A gestação veio, contra todas as previsões, e foi classificada como de alto risco. Durante vários meses, a paciente cancelou viagens de trabalho, enfrentou sangramentos recorrentes, viu o útero crescer além do esperado e iniciou medicação para reduzir a chance de parto prematuro.
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“O momento mais mágico da minha vida era também o que eu mais temia”, admite.
Os temores, contudo, não se concretizaram: o bebê nasceu saudável e, segundo Tatiane, evoluiu bem desde os primeiros dias de vida. Com a experiência ainda recente, ela começou a planejar uma nova gravidez, mas desejava passar pelo processo com menos riscos. Dez meses depois do parto, procurou o radiologista intervencionista Dr. Henrique e solicitou a embolização dos miomas — procedimento minimamente invasivo que bloqueia o fluxo sanguíneo dos tumores, provocando sua redução ou desaparecimento progressivo.
A recuperação, descreve a paciente, ocorreu sem dor significativa e seguiu todas as orientações médicas.
“Tenho mais qualidade de vida e ainda consegui provar para a minha ginecologista que a embolização realmente muda vidas”, afirma.
Com a saúde reestabelecida e o filho completando dois anos, Tatiane diz que o tratamento lhe devolveu tranquilidade para planejar o futuro da família. O caso reforça a importância do diagnóstico precoce e da discussão sobre alternativas menos invasivas no manejo dos miomas uterinos.
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