Trump afirma que não viu trecho racista de vídeo com Obamas e descarta pedir desculpas

Rafael Ramos
2 Min Leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não pretende se desculpar por ter publicado em sua rede social um vídeo que, nos segundos finais, retrata o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. Segundo o republicano, ele não assistiu ao conteúdo até o fim e, por isso, não percebeu a cena considerada racista.

“Eu não cometi erro algum. Analiso milhares de coisas e vi apenas o início do vídeo. Estava tudo bem”, disse Trump a jornalistas enquanto embarcava no avião presidencial.

Publicação removida

Após a repercussão negativa, inclusive dentro do Partido Republicano, o vídeo foi apagado. A Casa Branca também retirou o conteúdo de seus canais oficiais.

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Críticas de aliados

O senador Tim Scott, único republicano negro no Congresso, afirmou que rezou para que o material fosse falso “porque é a coisa mais racista que já vi vinda desta Casa Branca”. O deputado Mike Lawler classificou a postagem como “extremamente ofensiva” e defendeu que Trump se desculpe publicamente.

Trump responsabiliza terceiros

Pressionado, o presidente alegou que o vídeo era uma republicação feita por alguém de sua equipe e que “provavelmente ninguém viu o final”. Ele considerou o trecho em que os Obamas aparecem como macacos “um detalhe muito pequeno”.

Conspirações eleitorais

O vídeo, com cerca de um minuto, também reiterava alegações já desmentidas de fraude na eleição de 2020, incluindo acusações contra a empresa de tecnologia eleitoral Dominion Voting Systems. A emissora Fox News chegou a pagar acordo de US$ 787 milhões à empresa para encerrar um processo de difamação.

Cenário político

A insistência de Trump nas teorias de fraude ocorre enquanto analistas apontam risco de o Partido Republicano perder a vantagem apertada que possui no Congresso nas eleições de novembro. No Texas, por exemplo, o democrata Taylor Rehmet conquistou recentemente uma cadeira no Senado estadual que era ocupada por republicanos desde a década de 1990.

Trump mantém a posição de que não pedirá desculpas pelo vídeo.

Com informações de Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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