Israel rejeitou a proposta americana de 15 pontos para encerrar a guerra. O governo afirma que não aceitará uma retirada que, segundo diz, possa ameaçar a segurança dos civis.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo, 09/08, que o governo de Israel recusou a proposta de 15 pontos elaborada pelo Conselho de Paz dos Estados Unidos para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. O plano, apresentado pelo presidente norte-americano Donald Trump, prevê a retirada gradual das forças israelenses e a formação de uma força internacional de estabilização na região.
Segundo Netanyahu, a retirada das tropas só ocorrerá quando o Hamas estiver totalmente desarmado. O dirigente argumentou que qualquer saída prematura colocaria em risco a segurança de civis israelenses que vivem próximos à fronteira e poderia permitir o rearmamento do grupo.
Israel não recuará até que o Hamas esteja completamente desarmado
A iniciativa norte-americana foi divulgada no mês passado, após negociações que, de acordo com Trump, representaram um avanço em relação ao cessar-fogo aceito por Israel e pelo Hamas em outubro do ano passado. O presidente dos Estados Unidos afirmou que, como parte do novo entendimento, o Hamas concordou em depor as armas e entregar o controle do território a uma força multinacional sob mandato específico.
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Autoridades israelenses, porém, sustentam que os ataques contra alvos militares em Gaza continuarão enquanto houver indícios de ameaça. Desde o cessar-fogo de outubro, operações aéreas e incursões de precisão foram executadas contra posições ligadas ao grupo palestino.
Em resposta à proposta, um representante sênior do Hamas, Ghazi Hamad, confirmou que o grupo aceitava entregar seu arsenal, mas condicionou o gesto ao envio de uma força internacional devidamente estruturada e ao cumprimento, por parte de Israel, das obrigações previstas no cessar-fogo. Entre essas obrigações estariam a abertura de corredores humanitários, a reconstrução de áreas civis afetadas por bombardeios e a libertação de prisioneiros palestinos detidos desde o início do conflito.
Observadores regionais avaliam que a rejeição israelense à proposta norte-americana adiciona novos obstáculos à mediação diplomática. Para esses analistas, a exigência de desarmamento completo do Hamas sem garantias paralelas de segurança e governança em Gaza dificulta a adesão do grupo palestino e pode estender o impasse. Fontes ligadas à diplomacia europeia destacam ainda que o êxito do plano dependia de coordenação com outros atores regionais, como Egito e Jordânia, cuja participação ainda não foi formalmente confirmada.
Até o momento, Washington não anunciou ajustes ao texto original do acordo nem indicou novas datas para reiniciar as conversas. Enquanto isso, civis em Gaza continuam enfrentando restrições de circulação e acesso limitado a bens de primeira necessidade. Especialistas em direito internacional alertam que a continuidade das hostilidades agrava a crise humanitária e aumenta a pressão sobre organismos multilaterais para que encontrem uma solução viável que contemple segurança, reconstrução e governança no território.
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