A 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes) encerrou-se neste sábado, 16 de agosto de 2025, no Centro de Treinamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), em Luziânia (GO), com a aprovação de 80 propostas que serão encaminhadas ao governo federal.
Realizado entre 13 e 16 de agosto, o encontro representa a retomada do processo participativo interrompido desde 2014, ano da elaboração do 1º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária. O modelo de autogestão debatido na conferência baseia-se no cooperativismo, na solidariedade e no comércio justo.
Eixos temáticos
As propostas foram agrupadas em quatro frentes:
- Produção, comercialização e consumo;
- Financiamento, crédito e finanças públicas;
- Educação, formação e assessoramento técnico;
- Ambiente institucional, legislação, gestão e integração de políticas públicas.
Principais demandas
Entre as reivindicações estão a criação de um Ministério da Economia Popular e Solidária, a instalação de centros públicos de economia solidária em municípios e territórios e a implantação de um Programa Nacional de Feiras da Economia Popular Solidária.
Os delegados também propuseram um Sistema Nacional de Finanças Solidárias, a formação de um Fundo Rotativo Nacional e a garantia de no mínimo 0,1% do orçamento público para assistência técnica, capacitação de educadores e outras ações de apoio ao setor.
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Imagem: Internet
Participação ampliada
O processo de construção das propostas envolveu 185 conferências locais, 27 estaduais e 14 temáticas, reunindo 6 mil participantes de 1.584 municípios. Segundo o secretário nacional de Participação Social, Renato Simões, o Conaes integra a Estratégia Nacional de Participação Social, que desde 2023 reinstalou 100 conselhos nacionais e reativou 28 conferências.
A plenária final também aprovou 17 moções, que serão incorporadas ao relatório oficial a ser remetido aos órgãos competentes.
Com informações de Agência Brasil
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