A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) iniciou esta semana uma mobilização nacional para que medicamentos destinados ao tratamento da obesidade sejam oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O movimento reúne apoio da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e de outras entidades.
Em comunicado, a Sbem informou que a iniciativa pretende engajar a sociedade, sensibilizar autoridades e pressionar pela adoção de políticas públicas que garantam acesso gratuito aos fármacos na rede pública.
Ausência de tratamento
Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifique a obesidade como doença crônica e multifatorial, nenhum medicamento para perda de peso integra atualmente a lista do SUS, incluindo os agonistas de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Nos últimos cinco anos, quatro substâncias voltadas ao controle do peso foram analisadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e tiveram o pedido negado: orlistate, sibutramina, liraglutida e semaglutida.
Impacto no país
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, da Federação Mundial da Obesidade (WOF), 31% dos adultos brasileiros têm obesidade e 68% apresentam sobrepeso. Se nenhuma medida for adotada, a projeção é que, até 2044, 48% da população adulta esteja obesa.
O relatório aponta ainda que mais de 60 mil mortes prematuras no país são atribuídas ao excesso de peso devido à relação com doenças como diabetes tipo 2 e acidente vascular cerebral (AVC).
Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estima que os custos diretos ao SUS com enfermidades associadas à obesidade podem alcançar US$ 1,8 bilhão entre 2021 e 2030. As perdas indiretas, relacionadas a anos de vida produtiva, podem atingir US$ 20 bilhões no mesmo período.
Com informações de Agência Brasil
Siga a República da Verdade e entre no nosso grupo exclusivo de discussão política.









