Cadela de novela alerta tutores sobre sinais de albinismo em cães

Cláudio Vasconcelos
3 Min Leitura

Meg, a intérprete de Maria Antonieta em “Quem Ama Cuida”, chama atenção por traços raros. Veterinários explicam como diferenciar pelagem branca natural de albinismo e os cuidados necessários.

A presença de uma cadela da raça maltês na novela “Quem Ama Cuida” reacendeu o debate sobre albinismo em cães. Na trama, o animal aparece como Maria Antonieta, mas, fora dos estúdios, atende por Meg. A repercussão em torno de seus traços físicos — pelagem inteiramente branca, pele rosada e ausência de pigmento no focinho e nas pálpebras — levou tutores de pets a questionar a diferença entre um cão naturalmente claro e um cão albino.

O maltês, por padrão, já possui pelagem branca, fato que pode confundir. Entretanto, especialistas em medicina veterinária alertam que a cor do pelo isoladamente não define albinismo. A condição resulta de mutações genéticas que reduzem ou impedem a produção de melanina, pigmento responsável por colorir pele, pelos e olhos. Sem essa proteção, animais albinos ficam mais suscetíveis aos danos causados pelos raios ultravioleta e podem apresentar maior sensibilidade ocular.

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De acordo com o Merck Veterinary Manual, referência internacional na área, o albinismo verdadeiro é incomum em cães e exige diagnóstico clínico. O processo inclui avaliação conjunta da coloração de pele, mucosas, íris, focinho e contorno dos olhos. Quando essas regiões também apresentam tonalidade clara ou rosada, o profissional pode solicitar exames complementares para confirmar a presença da mutação genética.

Essa análise é importante porque outras variações de cor — como diluições de pigmento que ocorrem em diferentes raças — não trazem o mesmo impacto sobre a saúde. Ao confundir as duas situações, o tutor corre o risco de superestimar ou subestimar cuidados essenciais. No caso de animais efetivamente albinos, a recomendação é limitar exposições prolongadas ao sol, principalmente entre 10h e 16h, e utilizar protetor solar formulado especificamente para pets sempre que a saída ao ar livre for inevitável.

A rotina inclui ainda acompanhamento veterinário periódico para detecção precoce de possíveis lesões cutâneas ou problemas oculares. Profissionais orientam que consultas regulares ajudem a ajustar a dieta, avaliar a necessidade de suplementos e monitorar eventuais alterações na pele, comuns em indivíduos com baixa produção de melanina.

A popularidade de Meg na televisão, portanto, vai além do entretenimento: reflete a responsabilidade em distinguir aparência de condição clínica. Tutores interessados em saber se o próprio animal é albino devem procurar orientação profissional, evitando conclusões baseadas apenas em fotografias ou vídeos na internet.

Enquanto Maria Antonieta segue exibindo laços e coleiras coloridas na novela, o recado que fica fora das telas é claro: cuidado redobrado e informação correta são fundamentais para a qualidade de vida de cães que comprovadamente apresentam albinismo.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.
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