Pré-candidato ao Planalto, Caiado dispara contra os favoritos de 2026. Para o senador, o eleitor ficará preso entre dois nomes com alta rejeição — e abre espaço para uma terceira via.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), voltou a se posicionar sobre o cenário presidencial de 2026 durante entrevista ao podcast Market Makers, concedida nesta terça-feira, 14/07. Para o pré-candidato, a corrida ao Palácio do Planalto se desenha como “uma eleição de rejeitados”, em alusão aos altos índices de rejeição atribuídos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
“O fato que eu acho que deve ser debatido neste momento é que você tem os campeões de rejeição. Então, ou não gosta do Lula, vota no Flávio; ou não gosta do Flávio, vota no Lula. Então, é uma eleição de rejeitados.”
A avaliação de Caiado encontra respaldo parcial na pesquisa Futura/Apex, também divulgada nesta terça-feira (14). O levantamento indica que Lula lidera a taxa de rejeição entre os presidenciáveis, com 47,6% dos eleitores afirmando que não votariam nele em hipótese alguma. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 45,4% de rejeição.
Apesar da resistência de parte do eleitorado, Lula mantém vantagem nas intenções de voto para o primeiro turno. Segundo o mesmo estudo, o petista atinge 40,1%, enquanto Flávio soma 36,8%. Já Caiado figura em terceiro lugar, com 5%. Em um cenário testado sem a presença de Flávio Bolsonaro, o ex-governador chega a 16,5% e Lula amplia a liderança para 42,1%.
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Durante a conversa, Caiado reconheceu que precisa ampliar sua exposição nacional. “Quase 50% da população brasileira ainda não me conhece”, disse, ressaltando que a estratégia de campanha se concentrará em levar seu discurso a regiões onde ainda é pouco lembrado pelo eleitor.
“Quem está na Presidência da República tem uma mídia própria. Quem quer que seja, ele é um forte candidato à eleição, isso é inerente ao cargo. E o outro é de um sobrenome. Então, são duas situações que você está vendo.”
O ex-governador mencionou ainda que pretende explorar sua trajetória política para se apresentar como alternativa ao eleitorado que resiste tanto a Lula quanto a Flávio. Ele destacou ações adotadas em Goiás nas áreas de segurança pública e equilíbrio fiscal como credenciais para um eventual governo federal.
Embora a disputa eleitoral permaneça em estágio preliminar, analistas ouvidos nos bastidores avaliam que a combinação de alta rejeição de líderes nas pesquisas e a fragmentação de candidaturas pode manter a incerteza até a reta final da campanha. Nesse contexto, Caiado busca ocupar o espaço do voto “nem Lula, nem Flávio” e consolidar uma terceira via competitiva.
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