Trump mantém ofensiva contra Irã e só ele decide quando parar

Rafael Ramos
4 Min Leitura

Em entrevista à Fox News, Trump deixou claro: os ataques ao Irã continuam sob seu comando exclusivo. Apesar de admitir que o país ainda tem capacidade de reação, o presidente americano não dá sinais de recuo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, 14 de julho, que as operações militares contra o Irã permanecerão em curso até que ele considere que a meta foi alcançada. A declaração foi dada em entrevista ao canal Fox News, na qual o chefe do Executivo norte-americano reiterou que pretende manter a pressão sobre Teerã no curto prazo.

Segundo Trump, a estrutura bélica iraniana já estaria “degradada”, mas o país, ainda assim, manteria “fôlego para lutar”. O presidente avaliou que, apesar das perdas infligidas, forças iranianas conservariam capacidade para reagir e, por esse motivo, novas ações ofensivas continuariam sendo planejadas.

Publicidade

“Os ataques vão prosseguir nesta noite e podem se estender até a semana que vem. Eles só param quando eu disser ‘já chega’”, afirmou Trump durante a entrevista.

O governante norte-americano não detalhou quais alvos seriam priorizados nem quais recursos militares seriam empregados nas próximas incursões. Também não adiantou se haverá participação de aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ou de nações do Oriente Médio na eventual ampliação das operações.

Achados com desconto Publicidade

Preços vistos na Amazon em 10/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.

A fala ocorre em meio a uma escalada de tensão na região desde o início do mês, quando Estados Unidos e Irã trocaram acusações sobre incidentes no Estreito de Ormuz e supostos ataques a instalações energéticas. Fontes do Pentágono ouvidas por veículos norte-americanos indicaram que o Departamento de Defesa avalia cenários com foco em infraestrutura de mísseis e bases navais iranianas, mas, até o momento, não houve confirmação oficial desses planos.

Analistas de política externa observam que a posição de Trump parece concentrar-se em manter a capacidade dissuasória de Washington. Para especialistas consultados por agências internacionais, a continuidade das ofensivas pode mirar tanto objetivos militares quanto políticos, uma vez que o presidente se encontra em ano eleitoral e busca demonstrar firmeza no campo da segurança nacional.

Dentro do Irã, a resposta oficial ainda não foi divulgada. Porém, parlamentares iranianos têm condenado publicamente as investidas norte-americanas, classificando-as como violações da soberania do país. Há expectativa de pronunciamento do Ministério das Relações Exteriores de Teerã ainda nesta semana.

No cenário diplomático, União Europeia, Rússia e China reiteraram apelos por contenção, pedindo que as partes busquem saídas negociadas. Até agora, não há indicação de reuniões formais entre representantes de Washington e Teerã para discutir um cessar-fogo ou retorno à mesa de diálogo.

A comunidade internacional permanece atenta ao desenvolvimento dos acontecimentos, com receio de que uma escalada mais ampla possa comprometer rotas comerciais e a estabilidade de preços de petróleo no mercado global. Observadores lembram que cerca de um quinto do comércio marítimo do hidrocarboneto passa pelo Estreito de Ormuz, área estratégica que pode ser impactada por eventual prolongamento do conflito.

Enquanto isso, Donald Trump reforça a disposição de manter o curso das ações: ele afirma que determinará pessoalmente o término das ofensivas quando considerar que o objetivo de “reduzir significativamente” as capacidades militares iranianas tiver sido alcançado.

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
Entre no Grupo de Notícias