No Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, celebrado neste dia 7, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES) reforçou o compromisso com o direito à saúde da comunidade Xokó, em Porto da Folha. Em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e a Secretaria Municipal da Saúde, a pasta promoveu uma série de ações que unem práticas tradicionais e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
As atividades incluem vacinação, testes rápidos, exames preventivos e orientações sobre hábitos saudáveis, saúde mental, prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e cuidados com a saúde da mulher. Práticas integrativas como massoterapia e reiki complementam o atendimento clínico, respeitando os saberes ancestrais da etnia.
Integração de equipes
Para garantir a atenção integral, profissionais da Atenção Primária e Especializada, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 102 Sergipe) e das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica realizam visitas técnicas e diagnóstico situacional na aldeia. Segundo Sanawa Rodrigues, referência técnica em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde da SES, o modelo colaborativo permite planejar ações de forma precisa e culturalmente adequada.
Autonomia indígena
O cacique Bá, responsável pelos assuntos administrativos e sociais da comunidade, destacou que o cuidado vai além do tratamento de doenças, abrangendo corpo, espírito e território. Ele frisou que o conhecimento sobre plantas medicinais transmitido pelos ancestrais deve caminhar junto com a medicina ocidental para fortalecer a autonomia do povo Xokó.
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Já a enfermeira e diretora da Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) Xokó, Jéssica Xokó, ressaltou que a iniciativa amplia o acesso a serviços básicos e especializados, respeitando território, cultura e especificidades da população. “Valorizar a saúde do povo Xokó é valorizar a vida, a cultura e a história que resistem em Sergipe”, afirmou.
Com ações contínuas, a SES e os parceiros buscam reduzir desigualdades históricas e assegurar atendimento humanizado, integrando saberes tradicionais e ciência para promover o bem-estar da comunidade Xokó.
Com informações de Saúde
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