A antiga sede do Atheneu Pedro II marca seu centenário com atividades entre 11 e 15 de agosto. Hoje museu, o imóvel preserva parte da memória da educação e da cultura sergipana.
O prédio que atualmente abriga o Museu da Gente Sergipana completa 100 anos em 13 de agosto e terá uma agenda comemorativa entre os dias 11 e 15 deste mês. Inaugurado em 1926 para receber o Atheneu Pedro II, o imóvel tornou-se referência na formação de gerações de estudantes sergipanos antes de ser transformado, em 2011, em equipamento cultural dedicado à valorização da identidade local.
Reconhecida como uma das mais relevantes construções históricas de Sergipe, a edificação atravessou o século XX acompanhando mudanças na educação e na vida social do estado. Durante décadas, funcionou como Atheneu Pedro II e, mais tarde, como Atheneuzinho, mantendo viva a memória de professores, alunos e funcionários que passaram por suas salas de aula. Hoje, remodelado para usos museológicos, o prédio continua a cumprir a função de preservar histórias e estimular a reflexão sobre o patrimônio cultural.
A programação festiva começará às 10h do dia 11 de agosto, com a abertura da exposição “Atheneu Pedro II – Há 100 anos na vida da gente” na Galeria Beto Pezão. A mostra reunirá documentos originais, fotografias, mobiliário escolar, fardamentos e objetos que pertenceram à antiga escola, além de recursos audiovisuais que aproximam o discurso inaugural de 1926 dos relatos de ex-alunos e professores. O percurso expositivo inclui a recriação cenográfica de uma sala de aula, proporcionando ao visitante experiência sensorial sobre o cotidiano escolar de outrora.
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Entre 11 e 14 de agosto, mediações temáticas serão oferecidas às 9h, 10h30 e 14h para grupos escolares previamente agendados e para o público espontâneo. O roteiro guiará os visitantes pelos ambientes do museu, destacando a arquitetura, as diferentes funções que o imóvel recebeu em 100 anos e o papel que desempenhou na educação sergipana.
No próprio dia 13 de agosto, quando o centenário se cumpre, haverá mediação especial voltada a ex-alunos e ex-professores do Atheneuzinho, marcada para as 15h, seguida de apresentação da Banda Marcial Atheneu Sergipense. A proposta é transformar o museu em ponto de reencontro de quem vivenciou parte da história do prédio e deseja compartilhar lembranças.
O encerramento ocorrerá em 15 de agosto, sábado, com edição especial do Projeto Arrudiar. Sob o tema “As marcas de Graccho Cardoso em Aracaju”, o passeio convidará o público a percorrer a capital para conhecer obras executadas entre 1922 e 1926, período em que iniciativas de modernização urbana, expansão do ensino público e valorização da arquitetura republicana ganharam força. As inscrições estarão abertas a partir das 14h de 10 de agosto, pelo Sympla.
A coordenação do museu destaca que a celebração do centenário vai além de atividades festivas: busca estimular o debate sobre a importância de conservar bens arquitetônicos e de salvaguardar a memória coletiva. Em um século, o prédio assistiu a transformações na educação, na administração pública e na cultura de Sergipe. Ao manter portas abertas à comunidade, reforça-se a ideia de que preservar patrimônio é preservar as histórias e a identidade de um povo.
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