Tufão Dolphin paralisa portos chineses e ameaça rotas marítimas

Robson Alves
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Autoridades da China suspenderam balsas e fecharam terminais em Zhejiang e Fujian antes da chegada do fenômeno. O alerta laranja indica risco de ventos fortes e impactos no transporte marítimo.

Autoridades costeiras chinesas determinaram neste sábado, 08/08, o fechamento de vários portos e a suspensão temporária do tráfego de balsas em antecipação à chegada do tufão Dolphin. A medida abrange terminais marítimos das províncias de Zhejiang e Fujian, regiões que, segundo o Centro Meteorológico Nacional, devem sentir os primeiros efeitos do sistema entre a noite de domingo (09/08) e a madrugada de segunda-feira (10/08).

O órgão classificou o fenômeno na categoria laranja, o segundo nível mais alto no sistema de alerta meteorológico do país. De acordo com as projeções divulgadas, Dolphin poderá registrar ventos de até 162 km/h próximos ao centro da tempestade e provocar ondas que podem atingir oito metros de altura em trechos do litoral. O trajeto previsto inclui o corredor marítimo compreendido entre a cidade‐arquipélago de Zhoushan, em Zhejiang, e o município de Fuding, no norte de Fujian.

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Em nota técnica, especialistas alertam que condições severas de chuva e vento devem persistir até 12/08, alcançando inclusive a área metropolitana de Xangai e províncias vizinhas. Modelos meteorológicos apontam possibilidade de pancadas superiores a 80 mm por hora, acompanhadas de trovoadas e rajadas intensas. Órgãos de defesa civil recomendam que a população costeira permaneça atenta a comunicados oficiais sobre eventuais ordens de evacuação e atualizações de rota do ciclone tropical.

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Empresas de navegação cancelaram travessias de passageiros e carga enquanto operadoras de energia revisam protocolos de emergência para minimizar o risco de interrupções prolongadas no fornecimento elétrico. Setores portuário e logístico monitoram o avanço da tempestade para redefinir cronogramas de atracação e deslocar embarcações para áreas consideradas mais seguras.

O mesmo sistema meteorológico já afetou o sul do Japão, onde relatos preliminares indicam cortes de energia que deixaram milhares de residências sem abastecimento. Em julho, um ciclone diferente com ventos estimados em 144 km/h levou à evacuação preventiva de aproximadamente 260 mil pessoas no arquipélago japonês. Na China continental, chuvas associadas a distúrbios tropicais recentes também levaram ao esvaziamento de um sítio reconhecido pela Unesco, após registros de deslizamentos de lama.

Com a aproximação de Dolphin, pescadores retiram redes do mar e capitães de embarcações de pequeno porte buscam abrigo em ancoradouros internos. Meteorologistas reforçam que as mudanças climáticas vêm alterando a frequência e a intensidade de tufões no oeste do Pacífico, tornando-os potencialmente mais destrutivos. Diante desse cenário, governos locais permanecem em estado de alerta para responder rapidamente a inundações, deslizamentos e eventuais interrupções de serviços essenciais.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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