Terceira noite do Festival de Artes de São Cristóvão atrai público recorde com união de artistas nacionais e regionais

Cláudio Vasconcelos
3 Min Leitura

São Cristóvão (SE) – O terceiro dia da 40ª edição do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc), realizado no sábado, 22, lotou o Centro Histórico da quarta cidade mais antiga do país. Milhares de pessoas circularam entre os palcos João Bebe Água, na Praça São Francisco, e Frei Santa Cecília, na Praça do Carmo, para acompanhar shows de nomes como João Gomes, Seu Jorge, Dead Fish, Mundo Livre S/A, Getúlio Abelha e artistas locais.

Rock abre a programação

A banda capixaba Dead Fish inaugurou a noite no palco Santa Cecília. O vocalista, Rodrigo Lima, destacou a sintonia entre o discurso político do grupo e a história de resistência do festival, criado ainda na ditadura militar há 52 anos.

Na sequência, o público assistiu à apresentação da pernambucana Mundo Livre S/A. “O festival promove esse encontro de mundos, e isso é muito bacana”, comentou o vocalista Fred Zero Quatro sobre sua estreia no evento.

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Getúlio Abelha deu continuidade ao line-up. De volta a Sergipe após sete anos, o artista celebrou a oportunidade de apresentar um show completo com equipe e estrutura próprias.

Música sergipana e grandes nomes brasileiros

Paralelamente, o palco João Bebe Água abriu a festa com a sergipana Héloa, que recebeu a cirandeira pernambucana Lia de Itamaracá. “O Fasc movimenta a economia local e valoriza expressões afro-indígenas”, ressaltou Héloa.

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Em seguida, o cantor Seu Jorge embalou o público com sucessos da MPB, samba e soul. Logo depois, o pernambucano João Gomes, vencedor do Grammy Latino 2023, colocou a multidão para dançar. “Após a premiação, esta é a primeira cidade em que me apresento”, disse o artista antes de subir ao palco.

O encerramento ficou por conta do sambista sergipano Nona, que manteve a energia alta até o fim da programação.

Festa para moradores e visitantes

Moradores reforçaram o sentimento de pertencimento despertado pelo evento. O biomédico Yuri Guilherme, 25 anos, disse ter passado a valorizar mais a cidade após conhecer o festival. Para a cantora Patrícia Polayne, “o Fasc é o nosso lar, uma celebração de encontros, história e música”.

Sobre o festival

Criado na década de 1970, o Fasc reúne múltiplas linguagens artísticas e foi retomado em 2017 após pausa de 12 anos. A edição atual é apresentada pelo Ministério da Cultura e realizada pela Prefeitura de São Cristóvão, Governo de Sergipe e parceiros, com patrocínios públicos e privados.

Com informações de Governo de Sergipe

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.
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