STF retoma julgamento de pensão a fotógrafo cegado

Paulo Filho
2 Min Leitura

BRASIL — O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a analisar, na próxima terça-feira (28), se o Estado de São Paulo deve pagar pensão vitalícia e R$ 100 mil em danos morais ao fotojornalista Sérgio Silva, que perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingido por bala de borracha da Polícia Militar durante protesto em 2013.

  • Em resumo: processo discute indenização e pensão permanente ao profissional ferido enquanto trabalhava.

Disputa vai à Primeira Turma do Supremo

O julgamento ocorre na Primeira Turma do STF. Até o momento, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram a favor da reparação; Alexandre de Moraes divergiu. Cármen Lúcia deve apresentar voto dia 28, em sessão presencial.

A ação pede pensão mensal vitalícia, com valor ainda a ser calculado, além de indenização de R$ 100 mil por danos morais.

Publicidade

“Treze anos não são 13 dias, nem 13 horas, nem muito menos 13 minutos. São 13 anos sofrendo o segundo ato de violência, como eu chamo, que é enfrentar um processo judiciário”, declarou Sérgio Silva, fotojornalista.

13 anos sem reparação nas instâncias inferiores

Silva teve o pedido negado em primeira e segunda instâncias pela Justiça paulista, que não reconheceu responsabilidade da PM pelo disparo.

Achados com desconto Publicidade

Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.

“[É] um processo judiciário que, desde o início, me condena, insiste em dizer o absurdo de que não há prova de que foi a polícia que atirou no meu olho”, acrescentou o profissional.

mg 6488

Fachada do STF

Acompanhe mais sobre Justiça na editoria de Justiça.

Crédito da imagem: Divulgação

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Paulo Filho é contador e especialista em legislação tributária e direito empresarial. Com sólida atuação na área contábil e jurídica, colabora com portais de notícias trazendo análises sobre economia, finanças públicas, tributação e o impacto das decisões jurídicas no cotidiano dos cidadãos e das empresas.
Entre no Grupo de Notícias