Segundo dia do Fasc movimenta São Cristóvão com música, literatura e artes visuais

Cláudio Vasconcelos
4 Min Leitura

O 40º Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) manteve, na sexta-feira, 21, o ritmo intenso de atividades que marcam a edição comemorativa. Promovido pela Prefeitura de São Cristóvão, com co-realização do Governo de Sergipe, o evento adotou o tema “Na cultura a gente se encontra” e espalhou atrações pelas ruas, praças, igrejas e casarões do Centro Histórico.

Circulação intensa desde as primeiras horas

Moradores, turistas e visitantes percorreram as ladeiras tombadas em busca de oficinas, exposições, cortejos e rodas de conversa. A movimentação ocupou espaços como o Salão de Leitura Manoel Ferreira, que recebeu o escritor Raphael Montes em bate-papo mediado pela professora doutora Pâmela Sampaio, e a Sala Mangue Jornalismo, onde outro encontro discutiu jornalismo, literatura e a produção artística sergipana.

Artes cênicas, cortejos e música regional

No Palco Mariano Antônio, o público conferiu apresentações de Mamulengo Baile Estrela, Grupo A Tua Lona e Santoli Danças, que mesclaram tradição popular e linguagem contemporânea. Pelas ruas, cortejos de Necas no Frevo, Peneirou Xerém, Cacumbi e Mestre Deca animaram becos e praças, enquanto o bloco de frevo Zé Folia levou foliões a dançar ao som de metais e percussão.

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A Igreja Nossa Senhora do Rosário também virou palco: o cantor Capitão DAurora apresentou repertório que passeou pelo baião e outras sonoridades regionais, aproveitando a acústica do templo para aproximar música e espiritualidade.

Exposições e artesanato em evidência

Nas artes visuais, muros, fachadas e instalações exibiram pinturas, fotografias e intervenções interativas. A artista Luana Campos, integrante da mostra Realocações Visuais, comemorou a primeira participação no festival e ressaltou a valorização de técnicas de colagem.

A Casa das Culturas Populares, abrigada provisoriamente no prédio do Iphan, ficou responsável pela exposição Afrotexturas. A coordenadora Rebeca Leão destacou que a parceria garantiu visibilidade ao trabalho selecionado pelo edital PNAB.

Na Casa do Artesanato, cerca de 20 artesãs apresentaram ecobags, peças em crochê, bordados e cerâmicas. A ceramista Carmen Verônica expôs miniaturas do boi do reisado, símbolo das manifestações populares locais, atraindo turistas em busca de lembranças típicas.

Público diversificado e programação descentralizada

Visitantes como a enfermeira Danúcia Rocha elogiaram a integração de expressões religiosas, artísticas e históricas. Já o veterinário Pedro Estevão destacou a oportunidade de conhecer de perto o processo criativo de Raphael Montes, autor que acompanha há anos.

Realizado pela Prefeitura de São Cristóvão por meio da Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac) e do Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (Escoa), o Fasc conta com apoio do Ministério da Cultura, Governo do Estado de Sergipe (Fundação de Cultura e Arte Aperipê) e patrocínio de Celi, Banco do Nordeste, Iguá Sergipe, Ecoparque Sergipe e Caixa, além de parceiros da iniciativa privada.

Desde 1972, o evento se consolidou como um dos principais encontros culturais do Nordeste. Após hiato iniciado em 2005, o festival foi retomado em 2017 e segue oferecendo, em palcos espalhados por toda a cidade, espetáculos de música, teatro, dança, literatura, cinema e manifestações populares, reafirmando São Cristóvão como polo de produção artística.

Com informações de Governo de Sergipe

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.
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