Prisão domiciliar de Bolsonaro – A autorização concedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes para que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra 90 dias de prisão domiciliar humanitária provocou reações imediatas entre familiares e apoiadores.
Declarações dos filhos
Em entrevista à GloboNews, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro classificou a medida como “exótica”. Para ele, representa “um primeiro passo para começar a pensar em fazer justiça” também aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
Flávio considerou contraditório um eventual retorno do pai ao presídio da Papudinha após o período de 90 dias, que será reavaliado pelo STF. Ele disse ainda temer que o ex-presidente passe longos períodos sozinho em razão dos medicamentos que utiliza.
Carlos Bolsonaro relatou, em rede social, sentir-se “extremamente aliviado” ao ver o pai em casa.
“Cuidado de forma mais adequada, aumentando sua possibilidade de sobreviver frente a tantas comorbidades médicas expostas ao longo de meses”, escreveu Carlos.
O vereador acrescentou que a decisão não pode ser vista como justiça, pois, segundo ele, a condenação está “repleta de ilegalidades”.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro atribuiu a mudança ao receio de uma eventual morte do ex-chefe do Executivo.
“A concessão de prisão domiciliar não tem fundamento jurídico, mas sim político. O juiz da Suprema Corte teme que Bolsonaro, nas condições em que se encontra, venha a morrer”, afirmou Eduardo.
Ele argumentou que tal desfecho poderia expor a “imagem já desgastada” do tribunal e voltou a chamar a prisão do pai de “injusta”.
Posicionamento de aliados
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse estar satisfeito com a transferência.
“Feliz em saber que o presidente Jair Bolsonaro finalmente poderá retornar para casa, onde terá a oportunidade de seguir seu tratamento cercado pelo cuidado e pelo carinho de sua família”, declarou.
Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) avaliou a decisão como correta e humanitária.
“O que estamos vivendo é, acima de tudo, uma questão de justiça e de humanidade. Uma medida que já deveria ter sido adotada há muito tempo”, escreveu.
Também pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) divulgou vídeo nas redes sociais.
Ele afirmou que a autorização “não é nenhum favor”, mas uma “obrigação legal” e completou: “Sequer era para estar passando por isso”.
Fonte: Jovem Pan
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