PL Antifacção: Lula decide sanção e penas até 40 anos

República da Verdade
2 Min Leitura

PL Antifacção – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar o Projeto de Lei nº 5582/2025 nesta terça-feira (24), às 15 h, no Palácio do Planalto, após o Congresso aprovar o texto em fevereiro e enviá-lo à análise presidencial no início de março.

Reunião antes da assinatura

Na véspera da decisão, Lula reuniu integrantes da Casa Civil, dos ministérios da Justiça, Direitos Humanos, Relações Institucionais e Comunicação Social, além da Advocacia-Geral da União e da assessoria jurídica da Presidência, para acertar os últimos detalhes da sanção.

A expectativa é de que o texto receba poucas mudanças. Deve permanecer, por exemplo, a proibição do voto para presos sem condenação definitiva. Auxiliares defendem manter esse dispositivo para evitar atritos com o Congresso, que discute o assunto em proposta de emenda à Constituição.

Publicidade

Penas mais duras e novos instrumentos

O projeto fixa penas de 20 a 40 anos de reclusão para participação em organizações criminosas e milícias privadas.

Também autoriza o compartilhamento de dados entre órgãos de segurança, permite a apreensão de bens de investigados e cria o Banco Nacional de Facções Criminosas.

Os delitos relacionados a facções passam a integrar a lista de crimes hediondos, endurecendo o regime de cumprimento de pena e restringindo benefícios legais.

O texto ainda prevê agravantes quando houver envolvimento de menores, participação de agentes públicos, conexões internacionais, uso de armamento restrito ou explosivos, domínio territorial ou ataques a forças de segurança.

Lula Sapucai

Impacto político e origem da proposta

Pesquisas internas do Partido dos Trabalhadores indicam crescimento da preocupação da população com segurança pública, e o governo avalia que a sanção pode melhorar essa percepção.

O PL foi elaborado no Ministério da Justiça durante a gestão de Ricardo Lewandowski e chegou ao Legislativo em outubro de 2025, em regime de urgência.





Fonte: Revista Oeste

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Entre no Grupo de Notícias