A receita do Azure cresceu 43% no trimestre e superou as projeções de analistas. O resultado indica que empresas ampliam a adoção de IA, apesar dos altos investimentos em infraestrutura.
A Microsoft superou as estimativas de Wall Street para o crescimento trimestral da receita de seu negócio de nuvem, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (29). O desempenho é um indicativo de que os investimentos substanciais em infraestrutura de inteligência artificial (IA) estão gerando resultados, à medida que as restrições de capacidade diminuem e mais empresas adotam a tecnologia.
A receita do Azure, plataforma de computação em nuvem da companhia, registrou um crescimento de 43% no quarto trimestre fiscal, superando a estimativa consensual dos analistas de 39,98%, conforme informações da Visible Alpha. Em consequência, as ações da Microsoft apresentaram uma alta de aproximadamente 3% no pregão prolongado.
“Este ano, a receita do Azure ultrapassou US$ 100 bilhões pela primeira vez, e o Microsoft 365 Copilot atingiu mais de 30 milhões de licenças pagas, refletindo a confiança que os clientes depositam em nós para impulsionar sua transformação em IA”, afirmou o presidente-executivo da empresa.
O robusto crescimento da Microsoft pode amenizar as preocupações em relação aos gastos crescentes da companhia com centros de dados e o receio de que as ferramentas de IA possam substituir o seu negócio de softwares de produtividade. O desempenho ocorre na sequência de um trimestre excepcional para o Google Cloud, concorrente da Microsoft, que obteve um aumento de 82% na receita na semana passada, muito acima das expectativas do mercado.
Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
A Microsoft anunciou uma carteira de pedidos contratados de US$ 678 bilhões em seu negócio de nuvem ao final do trimestre, um aumento em relação aos US$ 627 bilhões do trimestre anterior. A companhia destacou que todos os ganhos sequenciais foram impulsionados por compromissos de empresas fora do grupo dos principais fabricantes de modelos de IA dos Estados Unidos.
O total de licenças pagas do Microsoft 365 Copilot ultrapassou 30 milhões, em comparação com 20 milhões no trimestre anterior. Analistas esperavam, em média, 26,9 milhões de licenças do Copilot. A Microsoft prevê gastar US$ 190 bilhões neste ano, parte dos mais de US$ 700 bilhões em despesas sem precedentes das grandes empresas de tecnologia, que têm pressionado os fluxos de caixa e alimentado o temor de excesso de capacidade.
Os gastos de capital no trimestre de abril a junho foram de US$ 41 bilhões, um aumento de mais de 70% em relação ao ano anterior, e comparados às estimativas do mercado de US$ 42,37 bilhões. A Microsoft havia registrado US$ 31,9 bilhões em gastos de capital no trimestre anterior.
Enquanto isso, a companhia está reduzindo sua dependência da tecnologia da OpenAI ao incorporar modelos da Anthropic em suas ofertas e desenvolver IA própria, além de aproveitar seus laços comerciais para impulsionar a adoção do Copilot, que custa US$ 30 por mês.
A Microsoft figura entre as empresas de pior desempenho no grupo das “Sete Magníficas”, apresentando uma queda de 18% no ano, ficando atrás de rivais na área de nuvem como a Alphabet. Apesar das preocupações em relação à Microsoft, alguns analistas consideram que elas são exageradas, destacando a forte demanda por IA e os esforços da empresa para mitigar as restrições através de parcerias, como a recente com a francesa Mistral.
A receita total do trimestre cresceu 18%, alcançando US$ 90 bilhões, superando as estimativas. O lucro por ação, excluindo o impacto dos investimentos na OpenAI, foi de US$ 4,74, acima das expectativas de US$ 4,24.
Siga a República da Verdade e entre no nosso grupo exclusivo de discussão política.









