Maternidade Nossa Senhora de Lourdes registra 400 partos/mês

Cláudio Vasconcelos
6 Min Leitura

Sergipe — A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) atende mais de mil procedimentos e realiza cerca de 400 partos por mês, segundo relatos sobre o trabalho da Rede Estadual de Saúde.

  • Unidades envolvidas: MNSL, Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH) e Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido de Alto Risco Maria Creuza de Brito Figueiredo.
  • A MNSL é referência em partos de alto risco e abriga setores como a Ala Rosa para gestantes de risco.
  • Vidas foram acompanhadas desde internamento até a alta: casos citados incluem nascimentos com 31, 34 e 35 semanas.
  • O BLH incentiva amamentação, promove doação de leite e realiza acompanhamento pediátrico após a alta.

Atendimento e estrutura da MNSL

A ‘Lourdinha’ é dividida em setores para gestantes, puérperas e prematuros, com áreas específicas para internamento de alto risco. A Ala Rosa é destacada como essencial para vigilância contínua e segurança materna e fetal.

Histórias de mães atendidas

Entre os relatos, está Kailane Araújo Santos, de 23 anos, de Tobias Barreto, mãe do pequeno Hendrew, cujo parto ocorreu às 34 semanas na MNSL.

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“Eu sempre quis ser mãe, mas tive um aborto e me entristeci. Depois, fiquei grávida novamente e tive bolsa rota. Fiquei aflita e fui encaminhada para esta maternidade. Passei um tempo na Ala Rosa aguardando chegar o tempo certo e, com 34 semanas, meu menino nasceu de parto normal. Hoje estou muito feliz e realizada. Vai ser o primeiro Dia das Mães que vou passar com ele em meus braços e na minha casa, porque já vamos receber alta hospitalar”

— Kailane Araújo Santos, 23 anos, natural de Tobias Barreto

Superintendência e humanização

A superintendente da MNSL, Lourivânia Prado, destacou o caráter humanizado do atendimento e a dimensão emocional do trabalho com mães.

“Ser uma profissional que cuida de mães é algo muito enriquecedor. Temos muitos desafios e aprendizados que levamos para a nossa vida, porque eu amo ser mãe das minhas filhas. Para mim, ser mãe é ter responsabilidade, doação e muito amor”

— Lourivânia Prado, superintendente da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes

Acompanhamento pós-alta: Banco de Leite e Ambulatório

O Banco de Leite Humano Marly Sarney incentiva a amamentação e apoia mães com dificuldades. O Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido de Alto Risco atende prematuros e suas famílias após a alta da MNSL.

O caso de Sandra Priscila Santos Souza, balconista e moradora de Nossa Senhora do Socorro, ilustra o acompanhamento: ela deu à luz Maria Luíza em 24 de março deste ano, bebê prematura nascida com 34 semanas que passou a ser acompanhada pela pediatra do BLH desde a alta.

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“Quando eu descobri que seria mãe novamente, agora aos 40 anos, foi totalmente diferente, pois é como se estivesse começando tudo outra vez. Mas, com o amadurecimento, vem a sensação de aproveitar mais a maternidade. Saber o significado da maternidade depois dos 40 é totalmente diferente. Então, é maravilhoso. Eu só tenho a agradecer a Deus, mais uma vez, pela dádiva de ser mãe. Amo meus filhos, eles são meus presentes de Deus”

— Sandra Priscila Santos Souza, balconista, moradora de Nossa Senhora do Socorro

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A operadora de telemarketing Irlane Santos Pinto, de 29 anos, relatou que a filha Alana nasceu com 31 semanas e ficou 40 dias internada; hoje ela leva a bebê mensalmente ao ambulatório para pediatra e fisioterapia.

“É muito cansativo ser mãe, mas é gratificante. Não esperamos nada em troca, o amor é grande. Eu cuido das minhas filhas e trago Alana uma vez por mês para fazer o acompanhamento. Hoje vim fazer um ultrassom da moleira dela. Acho o atendimento aqui maravilhoso, desde a recepção”

— Irlane Santos Pinto, operadora de telemarketing, moradora do conjunto Fernando Collor

Outro caso é de Celina de Oliveira Santos, de 40 anos, natural de Porto da Folha, que apresentou hipertensão e diabetes na gestação; sua filha Alice Vitória nasceu com 35 semanas e teve 15 dias de internação antes do acompanhamento ambulatorial.

“É muito bom ser mãe, é um privilégio. Tem tantas mulheres que querem ser mães e não conseguem. Temos trabalho, passamos por dificuldades para criar os filhos, mas é muito gratificante. Tudo vale a pena”

— Celina de Oliveira Santos

As informações sobre a atuação dessas unidades constam no material divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe.

Fonte oficial: Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES‑SE)

Acompanhe mais sobre Saúde na editoria de Saúde.

Crédito da imagem: Divulgação / Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.
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