IPCA-15 desacelera para 0,62% em maio e inflação acumulada em 12 meses vai a 4,64%

Rafael Ramos
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) avançou 0,62% em maio. O resultado representa desaceleração em relação a abril, quando o indicador havia subido 0,89%.

Com o dado de maio, a inflação acumulada no ano alcança 3,02%. No período de 12 meses, o IPCA-15 acumula elevação de 4,64%, acima dos 4,37% observados até abril e superior ao teto da meta oficial de inflação de 4,5% definida para 2026.

As projeções coletadas pelo sistema Projeções Broadcast apontavam variação mediana de 0,56% para o IPCA-15 de maio. Para o acumulado em 12 meses, a expectativa era de 4,59%. Portanto, o índice veio levemente acima das estimativas para o mês e para o horizonte anual.

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Entre os nove grupos pesquisados, alimentação e bebidas exerceu o maior impacto positivo. Os preços subiram 1,38% depois de avançarem 1,46% em abril, adicionando 0,30 ponto percentual ao resultado geral de 0,62%. No detalhamento, alimentação no domicílio acelerou 1,73%, enquanto alimentação fora do domicílio aumentou 0,51%.

Já o grupo transportes registrou queda de 0,33%, revertendo a alta de 1,34% observada no mês anterior e contribuindo com –0,07 ponto percentual para o índice. O recuo foi puxado pelos combustíveis, cujo subgrupo caiu 1,47%. A gasolina, item de maior peso individual no IPCA-15, retraiu 1,32%; o etanol diminuiu 2,73%.

“O movimento de queda nos combustíveis colaborou para conter a inflação em maio, mas a pressão de alimentos ainda segue relevante”, avaliou um técnico do IBGE que participou da divulgação.

Nos demais grupos, saúde e cuidados pessoais avançou, enquanto vestuário manteve ritmo moderado. Moradia teve variação residual, refletindo estabilidade nas tarifas de energia elétrica residencial.

O levantamento do IBGE considera preços coletados entre 14 de abril e 15 de maio e abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos residentes em 11 regiões metropolitanas, além de Brasília e do município de Goiânia.

O cálculo de impacto de cada grupo no IPCA-15 pode apresentar pequenas diferenças em relação às tabelas do IBGE porque emprega o Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra) com arredondamentos distintos. Ainda assim, a fotografia geral confirma tendência de arrefecimento mensal, embora a trajetória anual permaneça acima da meta do Conselho Monetário Nacional.

Analistas de mercado acompanham o indicador de perto porque ele antecipa o comportamento do IPCA cheio, referência para as decisões de política monetária. A expectativa é de que o Banco Central avalie o comportamento dos núcleos de inflação antes de decidir sobre eventuais ajustes futuros na taxa básica Selic.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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