Glaucoma – A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, por meio do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Aquino (CER IV), lançou a Semana do Glaucoma para alertar a população sobre a necessidade de identificar e tratar a doença o quanto antes, evitando perda irreversível da visão.
Doença silenciosa e controlável
Dados da Sociedade Brasileira de Glaucoma indicam que 80% a 90% dos casos não apresentam sintomas iniciais. Apesar de crônica e sem cura, a enfermidade costuma ser controlada com uso contínuo de medicamentos quando descoberta precocemente.
A oftalmologista Juliana Franca Machado, do CER IV, ressalta que o primeiro sinal costuma ser a redução do campo visual. “O paciente passa a esbarrar em objetos e sente que vê por um tubo”, explicou.
Quando a pressão ocular dispara
Há situações raras de crise aguda, nas quais a pressão intraocular sobe repentinamente, provocando dor intensa, vermelhidão, cefaleia, náuseas e vômitos. Mesmo que a dor melhore com analgésicos, o nervo óptico pode sofrer dano irreversível em poucos dias.
Exames anuais são decisivos
A recomendação do serviço é realizar consulta oftalmológica pelo menos uma vez ao ano. Portadores de glaucoma podem precisar de avaliações semestrais ou trimestrais, conforme a gravidade. Histórico familiar aumenta o risco, mas a doença também acomete pessoas sem antecedentes.
Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Rede de atenção integrada
A gestora da Reabilitação Visual do CER IV, Ana Carolina de Jesus, enfatiza que a meta é impedir que o paciente chegue à reabilitação. “O ideal é atuar na prevenção e no diagnóstico precoce”, afirmou.
Para quem já apresenta sequelas, o centro oferece reabilitação visual com equipe multidisciplinar formada por terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social. O encaminhamento é feito pela Unidade Básica de Saúde mais próxima.
O aposentado José Delfino de Sousa, 63 anos, acompanha o tratamento desde 2017. “Perdi a visão do olho direito e tenho 30% a 40% no esquerdo, mas o atendimento especializado me ajuda a lidar com o dia a dia”, relatou.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe
Siga a República da Verdade e entre no nosso grupo exclusivo de discussão política.









