A Praça São Francisco, em São Cristóvão, foi tomada por apresentações artísticas na noite de sexta-feira, 24, durante a comemoração do Dia da Sergipanidade. A data integrou a programação do projeto Cultura Por Toda Parte, dentro do Festival Sergipanidade, iniciativa do Governo de Sergipe por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e da Secretaria Especial da Cultura (Secult).
O presidente da Funcap, Gustavo Paixão, destacou que o evento reforça a interiorização das ações culturais. “O Festival Sergipanidade, que já passou por Neópolis e Laranjeiras e agora chega a São Cristóvão, mostra que celebrar a sergipanidade é celebrar nossa cultura, tradições e tudo aquilo que Sergipe tem de mais bonito e valoroso”, afirmou.
Orquestra abre a programação
A noite começou com a Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse), que levou à praça o projeto itinerante Orquestra na Estrada. O repertório, dedicado exclusivamente a compositores locais, incluiu “Sergipanidade”, de Fabiano Santana; “Viver Aracaju”, de Ismar Barreto; “Cheiro da Terra”, de Cláudio Miguel e José de Gouveia; e “Fazenda Velha”, de Erivaldo de Carira.
O maestro Guilherme Mannis ressaltou a importância de valorizar a produção musical do estado. “A nossa cultura é muito plural, e a Orsse também faz parte desse movimento. Não é uma orquestra que apenas executa repertórios europeus; ela traz a música que é feita aqui, no nosso dia a dia, e isso é muito significativo”, declarou.
Cinema na Praça homenageia Clemilda
Em seguida, ocorreu a quarta edição do projeto Cinema na Praça, que exibiu gratuitamente o documentário Morena dos Olhos Pretos, dirigido por Isaac Dourado. O filme, contemplado pelo Edital Tarcísio Duarte via Lei Paulo Gustavo, narra a trajetória da cantora Clemilda, conhecida como Rainha do Forró.
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Samba de Coco encerra a festa
O encerramento ficou por conta do Samba de Coco da Ilha Grande, liderado pela mestra Dona Madá, reconhecida como Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana. “Estou há 33 anos à frente do grupo e ver tanta gente brincando com a gente, como hoje, é sempre muito gratificante. Fico feliz de perceber que tantas pessoas têm orgulho dessa nossa identidade”, comentou a artista.
Público aprova a iniciativa
A cantora de forró Érica Barbosa, de Aracaju, acompanhou toda a programação e elogiou o projeto. “O Cultura Por Toda Parte é fundamental para que a cultura sergipana seja vista e reafirmada em momentos como esse”, disse.
Moradora de São Cristóvão, Geleilda dos Santos, 70 anos, contou ter vivido novas experiências. “Nunca tinha assistido à Orsse e foi incrível. Aprendi muito com as explicações do maestro, me joguei na roda do Samba de Coco e brinquei de verdade. Foi lindo”, relatou.
Da porta de casa, o casal Nelson Fontes, 84, e Marilene dos Santos, 75, assistiu à sessão de cinema ao ar livre. “Foi um privilégio ver a história de Clemilda. A programação foi muito boa”, avaliou Marilene.
As atividades do Festival Sergipanidade seguem em outras cidades, mantendo a proposta de levar música, audiovisual e manifestações populares a diferentes regiões do estado.
Com informações de Governo de Sergipe
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