Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 19 unidades da federação e o Distrito Federal fecharam 2025 com as menores taxas de desemprego desde o início da série histórica, em 2012.
Para o país como um todo, a taxa de desocupação encerrou o ano em 5,6%, o menor nível já registrado pelo levantamento.
Recordes regionais
Entre as unidades da federação com melhor desempenho estão Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%). Espírito Santo marcou 3,3%, seguido por Paraná (3,6%) e Rio Grande do Sul (4%). Minas Gerais e Goiás registraram 4,6%, enquanto Tocantins ficou em 4,7% e São Paulo em 5%.
No Nordeste, Paraíba (6%) e Ceará (6,5%) estabeleceram seus menores índices. Pará e Maranhão também igualaram marcas históricas, ambos em 6,8%. Já o Distrito Federal ficou em 7,5%, com Amapá e Sergipe empatados em 7,9%.
Entre os 20 recordistas, Rondônia foi exceção: apesar de não ter renovado seu mínimo, terminou 2025 com 3,3%, o quarto menor percentual do país. O Amazonas, por sua vez, manteve a taxa de 8,4%, repetindo o resultado de 2024.
Acima e abaixo da média nacional
Doze unidades da federação ficaram abaixo da média brasileira de 5,6%. Outras 15 superaram esse patamar, com os maiores níveis de desemprego concentrados em três estados do Nordeste.
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Informalidade persiste
Embora o desemprego tenha recuado, a informalidade continuou elevada: o índice nacional ficou em 38,1%, mas 18 estados superaram essa marca. Maranhão (58,7%) e Pará (58,5%) lideram a lista, seguidos por Bahia (52,8%) e Piauí (52,6%). No extremo oposto, Santa Catarina apresentou o menor percentual (26,3%), com Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29%) logo depois.
Rendimentos
O levantamento revela ainda que o rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 3.560 em 2025. Nove unidades da federação ultrapassaram esse valor, com destaque para o Distrito Federal, que alcançou R$ 6.320. São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177) completam o trio com os maiores salários médios.
Metodologia
A Pnad Contínua investiga 211 mil domicílios em todo o território nacional, considerando pessoas a partir de 14 anos. Pelo critério do IBGE, é classificada como desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista, abrangendo todas as formas de ocupação – com ou sem carteira assinada, temporária ou por conta própria.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, atribui a queda histórica no desemprego ao “dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”.
Transmissão: Record
Com informações de Agência Brasil
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