Debate expõe embate entre Tarcísio e Haddad sobre a Cracolândia

Rafael Ramos
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Ao discutir educação, os candidatos levaram o confronto para a segurança pública. Tarcísio criticou programa criado na gestão petista para a região central de São Paulo.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) reservaram parte do debate promovido pela Band para confrontar visões sobre segurança pública. Inicialmente questionados sobre educação, os dois candidatos deslocaram o foco para o tema após menção à Cracolândia, área central da capital que concentra dependentes químicos e preocupa autoridades há anos.

Tarcísio afirmou que sua gestão obteve “uma vitória contra a Cracolândia” e, na sequência, criticou o programa municipal “De Braços Abertos”, implementado em 2014, quando Haddad era prefeito de São Paulo. Segundo o governador, a iniciativa teria falhado por não enfrentar adequadamente o crime organizado que se instala no entorno do território. Ele ainda perguntou ao adversário se, caso eleito, manterá a linha de combate ao crime adotada atualmente pelo governo estadual no centro da cidade.

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Haddad respondeu que o atual chefe do Executivo estadual “tem dificuldade de admitir o mérito dos outros”. Destacou que a operação na Cracolândia é, em parte, mérito de Tarcísio, mas salientou que o resultado também dependeu de outras instâncias.

Sem o Ministério Público, que é desrespeitado por falta de menção, nada disso teria acontecido

, declarou o petista durante o debate.

O ex-prefeito também defendeu o “De Braços Abertos” ao explicar que o projeto priorizava ações de saúde voltadas às pessoas em situação de vulnerabilidade, como distribuição de refeições e oferta de abrigo, além de acompanhamento médico. Reconheceu, contudo, que o programa não tinha estrutura para enfrentar o tráfico de drogas, responsabilidade que, em sua avaliação, recai sobre as forças de segurança pública e não sobre a administração municipal.

Na réplica, Tarcísio reforçou que aspectos sociais são importantes, mas insistiu que políticas de segurança precisam contemplar repressão qualificada ao crime, inclusive com integração de inteligência policial e uso de tecnologia. Para ele, resultados sustentáveis dependem de “tolerância zero” com facções que exploram usuários e comerciantes da região. O governador acrescentou que o trabalho deve seguir articulado com o Judiciário, Defensoria e secretarias municipais de assistência.

Ao término do bloco, ambos reiteraram compromissos de ampliar investimentos em policiamento, tratamento de dependentes químicos e programas de inclusão. Nenhum dos dois apresentou novos dados sobre custos ou prazos de implementação. O próximo confronto entre os candidatos está marcado para o fim do mês, novamente em emissora de televisão aberta.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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