O superintendente geral do São Paulo, Marcio Carlomagno, declarou nesta segunda-feira (16) que proibiu a cessão do camarote presidencial do MorumBis após descobrir a comercialização irregular do espaço em evento da cantora Shakira. Ele negou ter recebido qualquer quantia envolvendo a negociação.
Em entrevista concedida em uma sala do estádio, Carlomagno disse sentir “revolta e tristeza” ao ser citado em áudio que expõe um suposto esquema de venda clandestina de camarotes. O dirigente esteve acompanhado por dois advogados do departamento jurídico do clube e por integrantes da comunicação.
O áudio, tornado público na última semana, menciona Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Júlio Casares e diretora feminina, cultural e de eventos. Segundo informações do GE, ambos teriam afirmado que a utilização do camarote ocorreu de forma “não normal” e que “todo mundo ganhou” com o acordo.
“Não ganhei dinheiro. A única coisa que ganhei foi um grande problema para resolver”, afirmou o superintendente.
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Pedido e proibição
Carlomagno relatou que autorizou a disponibilização do camarote à Diretoria Feminina a pedido de Mara Casares, mas sem permissão para comercialização. Ele contou ter descoberto a venda ainda no dia do show, após uma confusão sobre ingressos com a empresa que adquiriu o espaço, e decidiu barrar novas cessões para eventos previstos no estádio em 2025.
Citação em áudio e permanência no cargo
O dirigente considerou “indevida” a menção a seu nome na gravação e disse que não há motivo para se afastar do cargo neste momento. “Se, em algum momento, algo respingar diretamente em mim, serei o primeiro a solicitar licença. Por enquanto, não existe nada que me implique”, declarou.
Funcionário de carreira, Carlomagno destacou iniciativas de gestão para redução de endividamento e busca de superávit. “Trabalho de forma incessante para o São Paulo chegar a R$ 1 bilhão de receita e melhorar a governança”, afirmou.
Com informações de Futebol Interior
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