Presidente da Alesp, o candidato do PL diz que levará à campanha sua experiência e a aliança com o governo paulista. Apoio de Ricardo Nunes também integra a estratégia eleitoral.
André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e confirmado candidato ao Senado pelo Partido Liberal, afirmou que sua principal vantagem na disputa é a experiência acumulada em mais de três décadas de vida pública. A declaração foi feita durante entrevista concedida na quarta-feira, 29/07, na qual detalhou a estratégia que pretende adotar ao longo da campanha eleitoral.
Segundo o parlamentar, o vínculo com o governador Tarcísio de Freitas será enfatizado a fim de apresentar ao eleitorado uma agenda alinhada ao Executivo estadual. Ele recordou que a Alesp aprovou projetos considerados centrais para as obras em andamento na capital e no interior, ressaltando sua participação direta nessas votações.
“Ele me escolheu para ser o candidato da direita, ao lado dele, para defender o nosso Estado no Senado Federal”, declarou André do Prado.
O candidato também destacou o engajamento do prefeito da capital, Ricardo Nunes, que, de acordo com ele, se comprometeu a levar seu nome às diferentes regiões da cidade, inclusive periferias. A colaboração, avalia, é resultado da parceria estabelecida nas eleições municipais anteriores.
“Nunes está empenhado na minha campanha, para levar meu nome para toda a capital. Temos o apoio dele, isso será muito importante”, afirmou.
Questionado sobre a crítica do ex-ministro Ricardo Salles, que o classificou como “candidato do centrão”, André do Prado respondeu que a moderação é requisito para presidir o Legislativo paulista, mas que mantém convicções conservadoras.
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“Tenho muita honra de ser moderado; através da moderação a gente consegue buscar resultados”, pontuou.
A composição da chapa ao Senado inclui o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro como primeiro suplente. André do Prado relatou que a permanência ou substituição depende de avaliação jurídica ainda em curso.
“Ele está avaliando toda essa situação jurídica dele para não prejudicar a nossa chapa”, explicou, acrescentando que deseja manter o aliado se houver condições legais.
Durante a entrevista, o candidato comentou como agiria, caso seja eleito, diante de eventual pedido de impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Para ele, nenhum agente público está isento de responsabilização.
“Se o ministro do STF cometer crime de responsabilidade, o Senado tem que abrir processo para que seja julgado”, afirmou.
Sondagens de intenção de voto divulgadas até o momento indicam André do Prado em posição inferior a outros nomes da direita. Ele, contudo, acredita que o quadro mudará à medida que a campanha avance.
O planejamento inclui percorrer todas as regiões paulistas, reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças locais, além de maior presença em redes sociais e no horário eleitoral gratuito. O parlamentar avalia que essa circulação ampliará o reconhecimento de sua candidatura e reforçará a identificação com o eleitor conservador no estado.
Ao final, André do Prado reiterou confiança de que sua candidatura, somada à do também pré-candidato Capitão Derrite pelo Progressistas, representará o campo da direita na disputa de outubro. Ele sustenta que o apoio de Tarcísio de Freitas e a aliança com doze partidos formam um palanque sólido para alcançar o Senado Federal.
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