Ações de acolhimento e prevenção à violência ganham espaço no Festival de Artes de São Cristóvão

Rafael Ramos
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Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM) percorrem, durante os quatro dias do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc), as ruas centrais do evento para divulgar serviços públicos e orientar a população sobre direitos humanos.

Os profissionais distribuem panfletos na Bica dos Pintos e no Centro Histórico com informações sobre prevenção à violência e acesso a canais de denúncia. Paralelamente, a Casa Colab opera como ponto fixo de atendimento, oferecendo suporte de educadores sociais, psicólogos e assistentes sociais a idosos, crianças, adolescentes, população LGBTQIAPN+, pessoas negras e mulheres.

Ações específicas para as mulheres

No sábado, 22, a iniciativa Por Elas reforçou a abordagem nas ruas com material explicativo sobre redes de proteção e políticas públicas voltadas ao público feminino. A SPM estacionou uma carreta em frente ao palco Mariano Antônio, no Largo da Matriz, para acolher mulheres e apresentar o aplicativo SOS Maria da Penha, que compartilha localização em tempo real em situações de risco.

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A titular da SPM, Danielle Garcia, destacou que as equipes atuam para “reforçar a campanha de conscientização e combate à importunação sexual”, garantindo encaminhamento adequado a vítimas de violência. A parceria com a Semas, segundo ela, amplia o alcance das ações.

Campanha “Não é não! Oxe!”

Durante o festival, a campanha distribui ventarolas e adesivos explicando o que configura importunação sexual. O material traz os números da Polícia Militar (190), do Disque-Denúncia (181) e da Central de Atendimento à Mulher (180). As equipes também auxiliam interessadas a instalar e utilizar o aplicativo SOS Maria da Penha.

A coordenadora de Políticas para as Mulheres de São Cristóvão, Raissa Rocha, enfatizou a integração entre os órgãos municipais e estaduais. Ela explicou que o aplicativo serve como “botão do pânico”, acionando rapidamente o suporte em caso de violência.

Avaliação do público

Visitantes do festival aprovaram a iniciativa. Catarina Stephanie, de Lagarto, afirmou que a ação “reforça o respeito ao ‘não’”. Já Karen Freire, de Aracaju, considerou a proposta “necessária para acolher quem sofre violência”.

Sobre o festival

Realizado desde a década de 1970, o Fasc é apontado como um dos maiores encontros culturais do Nordeste. Após pausa em 2005, o evento voltou em 2017 e reúne música, teatro, dança, literatura, artes visuais e cinema em palcos espalhados pelo Centro Histórico e bairros de São Cristóvão, quarta cidade mais antiga do Brasil.

O festival é apresentado pelo Ministério da Cultura, realizado pela Prefeitura de São Cristóvão, pelo Governo de Sergipe e pelo Governo Federal, com patrocínio de empresas como Celi, Banco do Nordeste e Caixa.

Com informações de Governo de Sergipe

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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