Protocolo de AVC isquêmico acelera atendimento em Estância

William Kevim
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Protocolo de AVC isquêmico – O Hospital Regional de Estância Jessé Andrade de Fontes (HRE), ligado à Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, adotou um conjunto de procedimentos que aceleram o atendimento a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico e aumentam as chances de recuperação.

Tomografia em 20 minutos e medicação em até 4 horas

Segundo o médico plantonista Gabriel Luciano, o protocolo permite que o paciente suspeito de AVC realize tomografia de crânio nos primeiros 20 minutos após a chegada. Se o exame confirma o quadro e não há contraindicação, aplica-se o trombolítico — droga capaz de reduzir sequelas — dentro de até quatro horas do início dos sintomas.

“A pessoa é rapidamente reconhecida, avaliada e, quando possível, recebe o trombolítico que diminui as sequelas. Nem todos podem usar a medicação: idosos muito frágeis, quem toma anticoagulantes ou possui outras condições clínicas ficam de fora”, explica o médico.

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Resultados obtidos

Implantado em outubro, o protocolo já possibilitou a aplicação do trombolítico em 16 pacientes. Cada ampola custa cerca de R$ 8 mil, mas, de acordo com a superintendente Rôse Gleide Santos, o investimento tem retorno em recuperação mais rápida e menor tempo de internação.

Ela detalha os indicadores alcançados:

• 100% de cobertura diagnóstica por imagem. • Tempo porta-agulha dentro do recomendado. • Triagem de deglutição em 80% dos casos, evitando broncoaspiração. • Internação média de cinco dias, compatível com a média nacional.

Atendimento regional integrado

O HRE funciona em regime de porta aberta, com urgência e emergência 24 horas. A estrutura atende moradores de Estância, Boquim, Pedrinhas, Arauá, Santa Luzia do Itanhy, Indiaroba, Tomar do Geru, Umbaúba, Itabaianinha e Cristinápolis.

Sintomas e importância do socorro rápido

Confusão mental, alteração na fala, perda de visão, dor de cabeça súbita, desequilíbrio, tontura e fraqueza em um lado do corpo são sinais clássicos de AVC. A orientação é acionar o Samu (192), o Corpo de Bombeiros (193) ou levar o paciente à unidade de saúde mais próxima o quanto antes.

Histórias de quem se recuperou

José Carlos dos Santos, 89 anos, foi um dos beneficiados. A filha Erlane narra que o pai “chegou sem voz e sem movimento de um lado, fez tomografia na hora e tomou o remédio; agora já conversa e sorri novamente”.

O pedreiro Wellington Costa, 58 anos, recebeu o mesmo tratamento e voltou ao trabalho pouco mais de dois meses depois. “Ainda sinto a boca adormecida, mas já consigo trabalhar”, conta.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.
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