Nutriplant corta custos, lucra R$ 538 mil e vê receita cair 34%

Robson Alves
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A empresa reverteu o prejuízo de R$ 1,9 milhão registrado no ano passado no primeiro semestre. A estratégia priorizou produtos de maior margem, mesmo com menor volume de vendas.

A Nutriplant Indústria e Comércio encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 538 mil, revertendo o prejuízo de R$ 1,9 milhão observado no mesmo intervalo de 2025. A companhia atribuiu o resultado principalmente à contenção de custos e ao foco em produtos de maior margem, apesar da retração nas receitas.

A receita operacional líquida somou R$ 74,1 milhões, cifra 34,1% inferior à do período equivalente do ano passado. De acordo com a empresa, a redução decorreu da estratégia de priorizar rentabilidade em detrimento do volume, diminuindo a participação de itens com baixa contribuição econômica, como matérias-primas de menor valor agregado.

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No mesmo intervalo, o Ebitda atingiu R$ 6,2 milhões, avanço de 133,6% sobre os R$ 2,7 milhões registrados anteriormente. A melhora foi sustentada pela expansão da margem operacional bruta, que passou de 10,9% para 21,7%, e pela queda nas despesas gerais, administrativas e comerciais, reduzidas em 27,5%, para R$ 10,7 milhões.

Segundo a Nutriplant, cerca de R$ 1,8 milhão dessa redução correspondeu a efeitos de comparação, uma vez que o primeiro trimestre de 2025 continha despesas excepcionais e não recorrentes. O restante refletiu medidas estruturais implementadas desde o fim de 2025, entre elas o programa de Orçamento Base Zero e cortes no quadro de pessoal.

Apesar do desempenho operacional positivo, o resultado financeiro líquido apresentou despesa de R$ 4,9 milhões, ante R$ 3,7 milhões negativos no primeiro semestre de 2025. O aumento foi atribuído ao maior endividamento em relação ao ano anterior e ao custo elevado das linhas de curto prazo.

O endividamento bancário bruto totalizou R$ 18,6 milhões em junho, redução de R$ 3,3 milhões frente a dezembro de 2025. Na comparação anual, porém, houve acréscimo de R$ 3,2 milhões.

Para os próximos períodos, a companhia informou que manterá o foco em eficiência operacional, rentabilidade e geração de caixa, sem priorizar o crescimento de faturamento. Entre as iniciativas previstas estão a adequação da equipe comercial, a ampliação de canais de distribuição e a redução da dependência de recursos de terceiros para financiar capital de giro.

A empresa acrescentou que seguirá avaliando oportunidades de otimização de portfólio e de contenção de despesas, visando sustentar margens mesmo em cenário de menor receita.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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