O mercado automotivo brasileiro emplacou 3,2 milhões de veículos de janeiro a julho. A alta reflete maior demanda e movimenta preços, crédito e empregos em todo o país.
Julho de 2026 terminou com desempenho recorde para o mercado automotivo brasileiro. De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacadas 3,2 milhões de unidades entre janeiro e julho, alta de 15,1% na comparação com o mesmo período de 2025. O volume colocou o mês como o terceiro melhor julho da série histórica mantida pela entidade.
A picape Fiat Strada permaneceu na liderança geral. No sétimo mês do ano, o modelo registrou 14.912 emplacamentos, ampliando a vantagem sobre os rivais e somando 83.041 unidades no acumulado anual. A versão de entrada, cabine simples, parte de R$ 116.990, enquanto a topo de linha Ranch é oferecida por R$ 153.990.
No segundo lugar, o Volkswagen Polo alcançou 10.340 unidades emplacadas. O hatch, vendido a partir de R$ 96.690 na configuração Track, chega a R$ 138.690 na versão Highline. O resultado mantém a diferença de quase 30 mil unidades em relação à líder do ranking.
Com 10.165 unidades, o Volkswagen Tera ocupou a terceira posição geral e encerrou julho como o utilitário-esportivo mais vendido do país. Ainda na linha 2026, o SUV tem preço inicial de R$ 107.190 (motor 1.0 MPI) e pode atingir R$ 146.190 na variante High.
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Veja a lista dos 20 veículos mais vendidos em julho:
- Fiat Strada – 14.912
- Volkswagen Polo – 10.340
- Volkswagen Tera – 10.165
- Chevrolet Onix – 9.313
- Fiat Argo – 8.612
- BYD Dolphin Mini – 7.265
- Volkswagen T-Cross – 7.070
- BYD Song – 6.834
- BYD Dolphin – 6.492
- Geely EX2 – 5.898
- Hyundai Creta – 5.880
- Fiat Toro – 5.798
- GWM Haval H6 – 5.673
- Chevrolet Tracker – 5.582
- Volkswagen Saveiro – 5.328
- Fiat Mobi – 5.193
- Toyota Yaris Cross – 5.036
- Fiat Fastback – 4.849
- Jeep Compass – 4.848
- Renault Kwid – 4.382
O levantamento mostrou também que, até julho, a categoria de picapes compactas se consolidou como preferida entre frotistas e motoristas de aplicativo, tendência reforçada pela decisão recente de grandes capitais de homologar modelos como táxi convencional. Especialistas do setor avaliam que preços competitivos, baixo custo de manutenção e maior oferta de opcionais eletrônicos explicam o avanço dos utilitários sobre hatches compactos, tradicionalmente mais vendidos.
Embora o volume de crédito ainda seja apontado por distribuidores como fator de preocupação, a expansão de renda e o patamar de juros estáveis contribuíram para manter o ritmo positivo de vendas no primeiro semestre. A Fenabrave projeta encerrar 2026 com crescimento de dois dígitos, caso o cenário macroeconômico permaneça favorável.

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