Rede pública eleva Ideb a recorde, mas desafios persistem na educação

Cláudio Vasconcelos
4 Min Leitura

O país registrou as melhores notas desde o início da série histórica, em 2005. O avanço alcançou todas as regiões, com melhora nos anos iniciais e finais do ensino fundamental.

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes a 2025, divulgados na quarta-feira, 05/08/2026, apresentaram os melhores números da série histórica iniciada em 2005. A organização Todos Pela Educação considerou o desempenho

“uma ótima notícia”

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para o país, citando o crescimento verificado nas três etapas de ensino avaliadas e a distribuição do avanço entre todas as unidades da Federação.

Na rede pública, foco principal da análise, o Ideb subiu de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais do ensino fundamental entre 2023 e 2025. Nos anos finais, a nota passou de 4,7 para 5,0, enquanto no ensino médio foi de 4,1 para 4,3. Segundo a organização, as 27 unidades da Federação elevaram o indicador nos anos iniciais, e a maior parte manteve a tendência de alta nas demais etapas.

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O estudo assinala que políticas públicas consistentes, acompanhamento próximo por gestores estaduais e municipais e boa execução nas redes de ensino costumam estar associados aos melhores resultados. De acordo com a análise, Paraná, Ceará e Goiás figuraram entre os desempenhos mais altos em pelo menos duas etapas, enquanto Piauí e Rio Grande do Sul registraram os maiores saltos no ensino médio entre 2023 e 2025.

Entre as capitais, Curitiba e Teresina alcançaram Ideb de 6,9 nos anos iniciais, o maior índice do país. Florianópolis apresentou o avanço mais expressivo, com alta de 0,9 ponto no Ideb e de 0,8 no indicador de aprendizagem.

Ainda assim, o diagnóstico ressalta que os desafios permanecem “enormes”. A média dos estudantes da rede pública atingiu nível adequado em língua portuguesa e matemática apenas no 5.º ano. Nos anos finais do ensino fundamental, o desempenho ficou no patamar básico para ambas as disciplinas, e no ensino médio permaneceu básico em português e abaixo do básico em matemática.

Os dados nacionais divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostraram Ideb de 6,3 nos anos iniciais, 5,3 nos anos finais e 4,5 no ensino médio. Apenas a primeira etapa superou a meta estipulada. No recorte específico de matemática para o ensino médio, a pontuação subiu de 271,9 para 276,5 entre 2023 e 2025, mas segue inferior aos 277,3 pontos registrados antes da pandemia.

O Todos Pela Educação defendeu a modernização do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do próprio Ideb. Em sua avaliação, as provas precisam alinhar-se de forma mais direta à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e incluir competências de maior complexidade, correspondendo às demandas atuais do mercado de trabalho e da sociedade.

Com duas décadas de histórico oficial do Ideb, a rede pública saltou de 3,6 para 6,1 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 3,2 para 5,0 nos anos finais e de 3,1 para 4,3 no ensino médio. Embora o avanço seja consistente, a organização pondera que a trajetória de melhoria tende a se desacelerar se não houver ações estruturantes voltadas a currículo, formação docente e gestão escolar.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.
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