A 8ª Peregrinação de Santa Dulce dos Pobres levou fiéis à Serra de Itabaiana neste domingo. O evento reforça a fé católica e movimenta o turismo religioso em Sergipe.
Itabaiana foi palco, neste domingo, 2, da 8ª Peregrinação de Santa Dulce dos Pobres, considerada uma das maiores manifestações de fé e turismo religioso de Sergipe. O cortejo saiu às 6h da Maternidade São José — local onde a Igreja Católica reconheceu o primeiro milagre atribuído à santa — e percorreu cerca de 13 quilômetros até a Ermida de Santa Dulce, na Serra de Itabaiana.
Milhares de fiéis vindos de diferentes regiões do estado e de outros pontos do país estiveram presentes. Entre os participantes estava a deputada federal Yandra Moura (União-SE), que tem acompanhado o evento nas edições anteriores. Lideranças locais, como o ex-vice-prefeito Neném de Verso, o vereador Douglas de Heleno de Acioli, o ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado André Moura e a suplente de vereadora Ilka Vasconcelos, também se uniram aos peregrinos.
“A fé do povo de Itabaiana transforma essa caminhada em um verdadeiro testemunho de esperança. Santa Dulce nos ensinou que o cuidado com o próximo é a forma mais bonita de servir a Deus, e ver essa multidão renovando sua devoção a cada ano me emociona profundamente”, afirmou Yandra Moura.
Desde 2025 a peregrinação leva, lado a lado, as imagens de Santa Dulce dos Pobres e de Santo Antônio, gesto que simboliza comunhão e fortalece valores como caridade, humildade e atenção aos mais necessitados. A tradição foi mantida nesta oitava edição, reforçando a identidade religiosa do município.
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O encerramento se deu com a celebração de missa campal, presidida por Dom Josafá Menezes da Silva, arcebispo metropolitano de Aracaju. A liturgia, realizada na chegada à ermida, reuniu clérigos, religiosos e fiéis em agradecimento pelas graças alcançadas.
Criada em 2019, logo após a canonização de Santa Dulce — primeira santa brasileira —, a peregrinação consolidou Itabaiana como destino de referência no turismo de fé nordestino. Ao longo de oito anos, o evento atraiu devotos de vários estados, gerando movimento na rede hoteleira, em restaurantes e no comércio local. Moradores relatam aumento da visitação mesmo fora do período festivo, o que estimula projetos de infraestrutura voltados a acolher peregrinos.
Autoridades municipais destacam que a celebração religiosa impulsiona a economia, promove intercâmbio cultural e projeta a imagem de Sergipe no cenário nacional. Para estudiosos do fenômeno, a presença de figuras políticas reforça a visibilidade do evento, embora a devoção continue sendo o principal fator de atração.
Com oito edições concluídas, a Peregrinação de Santa Dulce dos Pobres permanece, segundo organizadores, como sinal de hospitalidade e manifestação coletiva de esperança — elementos essenciais que estimulam a continuidade da tradição para os próximos anos.
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