O príncipe William e a princesa Kate Middleton, duque e duquesa de Gales, avaliam um caminho educacional pouco usual para os herdeiros, numa decisão que contraria rotinas mantidas pela Família Real há gerações. Segundo fontes citadas pelo portal Radar Online, o casal pretende matricular o primogênito, príncipe George, hoje com 12 anos, em uma escola secundária mista a partir do próximo ano letivo, garantindo que ele continue estudando ao lado da irmã, princesa Charlotte, 10, e do caçula, príncipe Louis, 7.
Atualmente, os três filhos frequentam a Lambrook School, em Berkshire, instituição preparatória que já oferece ensino conjunto para meninos e meninas. Com a transição de George para o segundo ciclo de estudos, William e Kate analisam opções que mantenham o formato de classes mistas, afastando-se do modelo tradicional que costumava separar o herdeiro do restante da família logo na adolescência.
Assessores do palácio ouvidos pelo site destacam que o gesto é duplo: prático, por facilitar a logística familiar, e simbólico, por refletir o desejo de William de atualizar a visão sobre a criação de futuros monarcas. “É um rompimento claro com a antiga fórmula que isolava o sucessor desde cedo”, afirmou uma das fontes. A mesma pessoa reforçou que a prioridade do casal é o bem-estar emocional das crianças e a manutenção da unidade familiar.
No roteiro histórico da aristocracia britânica, alunos destinados ao trono costumam seguir para escolas de um único sexo, como o Eton College, onde William estudou. Apesar disso, o duque e a duquesa não descartam totalmente essa possibilidade: Eton permanece sobre a mesa, assim como o Marlborough College, que aceita alunos e alunas e foi frequentado por Kate. De acordo com interlocutores, nenhuma decisão final foi tomada; o casal avalia qual ambiente oferecerá maior segurança, incentivo acadêmico e sensação de normalidade ao primogênito.
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Além do debate escolar, o plano de preservar a rotina das crianças inclui permanecer na residência em Windsor mesmo após a eventual ascensão de William ao trono — possibilidade que pode se antecipar em virtude dos problemas de saúde enfrentados pelo rei Charles III. Também está em pauta a ideia de adiar a nomeação oficial de George como príncipe de Gales enquanto ele estiver cursando a educação básica, evitando sobrecarregá-lo com títulos e expectativas públicas antes da hora.
A estratégia, segundo pessoas próximas, visa oferecer a George, Charlotte e Louis a maior liberdade possível até que assumam funções formais, protegendo a infância dos irmãos e postergando as pressões que tradicionalmente recaem sobre o sucessor direto da coroa britânica.
Com informações de Revistamonet.globo
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