ARACAJU — Em nota pública, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos de Sergipe (Sindisan) repudiou a acusação de “sabotagem” feita pela concessionária Iguá e pelo Governo do Estado, atribuindo o desabastecimento de bairros da capital a falhas operacionais da empresa.
- Em resumo: Sindicato diz que desabastecimento decorre de má operação, não de vandalismo.
Cinco pontos para contestar a versão oficial
No documento, o sindicato lista tópicos que, segundo a categoria, desmontam a narrativa oficial e expõem “tentativa de criminalizar profissionais” para ocultar problemas de gestão. Entre eles, a entidade destaca que a adutora supostamente atacada responde por menos de 20 % do abastecimento da região afetada.
O comunicado também menciona “desequilíbrio operacional” desde que a Iguá passou a controlar a rede, perda de know-how técnico e falta de manutenção adequada.
“a tentativa de atribuir a falta de água na Zona de Expansão, Mosqueiro, Santa Maria, Robalo e adjacências à quebra de um único registro beira o absurdo técnico. O sistema que abastece essa região é composto por adutoras provenientes de três frentes: Poxim, São Francisco e Cabrita; A Realidade dos Números: A rede supostamente “vandalizada” vem da Estação da Cabrita, que representa menos de 20% do volume destinado àquela área.”
Críticas ao Governo e pedido de investigação isenta
O Sindisan afirma que acionará “todos os órgãos de fiscalização e instâncias jurídicas competentes” para acompanhar o inquérito sobre a suposta sabotagem. O sindicato cobra do Governo de Sergipe tratamento igualitário entre servidores da DESO e a empresa privada.
Na avaliação da entidade, a acusação de vandalismo serviria como “cortina de fumaça” para encobrir erros de operação e planejamento.
“É lamentável observar a postura do Governo do Estado. […] O governo parece mais preocupado em proteger o prestígio da empresa privada do que em garantir o direito fundamental da população ao acesso à água. […] Exigimos uma investigação técnica isenta, que não sirva de cortina de fumaça para a incompetência administrativa que hoje castiga o povo sergipano”, declarou a direção do Sindisan.
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