BRASIL — Neste domingo (3/05), o governo federal lançou campanha nacional para pôr fim à escala de trabalho 6×1, mantendo salários e fixando a jornada máxima em 40 horas semanais.
- Em resumo: proposta pode alcançar 37 milhões de empregados com dois dias consecutivos de repouso.
Campanha promete mais descanso sem redução salarial
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou que a veiculação ocorrerá em televisão, rádio, jornais, cinema, canais digitais e imprensa estrangeira. O slogan é: “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”
O governo afirma que o modelo 5 × 2 poderá ser ajustado em negociação coletiva, respeitando as especificidades de cada setor.
“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho”, apontou a Secom.
“Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.
Comissão especial corre contra o relógio no Congresso
O projeto de lei enviado em 14/04 tramita em regime de urgência e está apensado a duas Propostas de Emenda à Constituição que tratam da mesma matéria. A comissão especial — instalada na Câmara dos Deputados (Câmara Federal) — terá até 40 sessões para apresentar parecer.
O colegiado, presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e relatado por Leo Prates (Republicanos-BA), inicia amanhã o prazo de dez sessões para apresentação de emendas.
“O tempo para a análise da proposta é apertado”, afirmou Santana.
Uma das PECs, de Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada para 36 horas em dez anos; a outra, de Erika Hilton (Psol-SP), estabelece semana de quatro dias, também limitada a 36 horas. Ambas eliminam a escala 6×1 se aprovadas no plenário.
Acompanhe mais sobre política nacional na editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Secom




